
Viver sem ter expectativas ou caminhos certos, esse é um ponto sem volta?
Novamente, imaginem um homem.
Quando tudo o que sempre quis passa a ser um passado presente, que o atormenta e faz chorar; quando tudo o que sempre quis e que lhe dá sorrisos e momentos de alegria, passa, também, a levá-lo para o abismo sem fundo de seus sentimentos confusos. Largar ou ficar? Largar é triste e com certeza há de doer; ficar dói, mas causa um leve estado de euforia só de estar do lado. O que é melhor: dor premente ou dor futura? Dor é dor, mas elas doem diferente. Qual caminho a tomar? Qual escolha a fazer?
Quando todas as manhãs, ao acordar, se perguntar se deve mesmo se levantar; se deve ir para seu compromisso diário e se sentir feliz e triste ao mesmo tempo. Ir ou ficar? Ir significa sofrer por ver e estar ao lado, mas também significa felicidade, mesmo que fracionada pela dor; ficar significa não ver, ser feliz com a ausência, mas sofrer por ela e pela falta da visão diária. Qual caminho a tomar? Que escolha a fazer?
Quando cada sorriso é pontilhado por uma dor interna e silenciosa; quando suas risadas são forçadas e sua alegria não é de um todo verdadeira. Rir ou chorar? Rir significa mentir para si e para os outros, mostrando uma felicidade que já não está em si; chorar significa preocupar os amigos com sua real situação, a qual eles não têm a menor culpa. Qual caminho a tomar? Que escolha a fazer?
Quando a motivação para fazer a barba e pentear os cabelos já não existe; onde a combinação de roupas já não importa. Forçar ou deixar? Forçar significa ir contra a sua vontade, que já deixou de ser presente há tempos; deixar significa mostrar-se ao mundo como se sente em relação ao que está sentindo. Qual caminho a tomar? Que escolha a fazer?
Quando cada conversa paralela passa a deixar de interessar; quando cada pergunta parece difícil de responder. Falar ou calar-se? Falar significa entrar em um assunto ao qual naquele momento não se pertence, e talvez estragar a conversa com seu ânimo de Tropeço; calar-se significa ficar a sós com seus sentimentos, talvez aumentando sua solidão e preocupando seus amigos, mas mantendo sua mente longe também dos assuntos que viriam a doer. Qual caminho a tomar? Que escolha a fazer?
Quando cada momento de descontração passa a ser pontilhado com "porques"; quando cada passeio passa a ser antecipado com um "devo ir?" mental. Curtir ou ficar? Curtir significa partilhar de uma alegria a qual você já deixou de participar; ficar significa se ater aos pensamentos e a sua certeza da incerteza, mas preocupando os amigos. Qual caminho a tomar? Que escolha a fazer?
A idéia como um todo é loucura, mas, dentro do mundo louco da cabeça desse homem, ela faz todo o sentido, só ele ainda não tem as respostas. Seguir é difícil, mas ele conseguirá, pelo menos é o que espera e deseja, sem muito esperar e desejando sem desejar.
Novamente, imaginem um homem.
Quando tudo o que sempre quis passa a ser um passado presente, que o atormenta e faz chorar; quando tudo o que sempre quis e que lhe dá sorrisos e momentos de alegria, passa, também, a levá-lo para o abismo sem fundo de seus sentimentos confusos. Largar ou ficar? Largar é triste e com certeza há de doer; ficar dói, mas causa um leve estado de euforia só de estar do lado. O que é melhor: dor premente ou dor futura? Dor é dor, mas elas doem diferente. Qual caminho a tomar? Qual escolha a fazer?
Quando todas as manhãs, ao acordar, se perguntar se deve mesmo se levantar; se deve ir para seu compromisso diário e se sentir feliz e triste ao mesmo tempo. Ir ou ficar? Ir significa sofrer por ver e estar ao lado, mas também significa felicidade, mesmo que fracionada pela dor; ficar significa não ver, ser feliz com a ausência, mas sofrer por ela e pela falta da visão diária. Qual caminho a tomar? Que escolha a fazer?
Quando cada sorriso é pontilhado por uma dor interna e silenciosa; quando suas risadas são forçadas e sua alegria não é de um todo verdadeira. Rir ou chorar? Rir significa mentir para si e para os outros, mostrando uma felicidade que já não está em si; chorar significa preocupar os amigos com sua real situação, a qual eles não têm a menor culpa. Qual caminho a tomar? Que escolha a fazer?
Quando a motivação para fazer a barba e pentear os cabelos já não existe; onde a combinação de roupas já não importa. Forçar ou deixar? Forçar significa ir contra a sua vontade, que já deixou de ser presente há tempos; deixar significa mostrar-se ao mundo como se sente em relação ao que está sentindo. Qual caminho a tomar? Que escolha a fazer?
Quando cada conversa paralela passa a deixar de interessar; quando cada pergunta parece difícil de responder. Falar ou calar-se? Falar significa entrar em um assunto ao qual naquele momento não se pertence, e talvez estragar a conversa com seu ânimo de Tropeço; calar-se significa ficar a sós com seus sentimentos, talvez aumentando sua solidão e preocupando seus amigos, mas mantendo sua mente longe também dos assuntos que viriam a doer. Qual caminho a tomar? Que escolha a fazer?
Quando cada momento de descontração passa a ser pontilhado com "porques"; quando cada passeio passa a ser antecipado com um "devo ir?" mental. Curtir ou ficar? Curtir significa partilhar de uma alegria a qual você já deixou de participar; ficar significa se ater aos pensamentos e a sua certeza da incerteza, mas preocupando os amigos. Qual caminho a tomar? Que escolha a fazer?
A idéia como um todo é loucura, mas, dentro do mundo louco da cabeça desse homem, ela faz todo o sentido, só ele ainda não tem as respostas. Seguir é difícil, mas ele conseguirá, pelo menos é o que espera e deseja, sem muito esperar e desejando sem desejar.

Um dia.
Um dia, um homem.
Um dia, um homem, uma ponte.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança, um sonho.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança, um sonho, um sorriso.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança, um sonho, um sorriso, um olhar.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança, um sonho, um sorriso, um olhar, uma lágrima.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança, um sonho, um sorriso, um olhar, uma lágrima, outro olhar.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança, um sonho, um sorriso, um olhar, uma lágrima, outro olhar, outro pensamento.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança, um sonho, um sorriso, um olhar, uma lágrima, outro olhar, outro pensamento, um salto.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança, um sonho, um sorriso, um olhar, uma lágrima, outro olhar, outro pensamento, um salto, um barulho.
Silêncio.
Um dia, um homem.
Um dia, um homem, uma ponte.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança, um sonho.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança, um sonho, um sorriso.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança, um sonho, um sorriso, um olhar.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança, um sonho, um sorriso, um olhar, uma lágrima.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança, um sonho, um sorriso, um olhar, uma lágrima, outro olhar.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança, um sonho, um sorriso, um olhar, uma lágrima, outro olhar, outro pensamento.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança, um sonho, um sorriso, um olhar, uma lágrima, outro olhar, outro pensamento, um salto.
Um dia, um homem, uma ponte, muita chuva, muitos pensamentos, uma constante, uma lembrança, um sonho, um sorriso, um olhar, uma lágrima, outro olhar, outro pensamento, um salto, um barulho.
Silêncio.
Olá caros leitores. Hoje é dia de soltar os cachorros.
Todo mundo sabe que de tudo o que não gosto, eu ainda reservo como detestável ao ponto máximo e num lugar bem ao fundo da lixeira que guardo no meu cérebro, perto de uma placa de "Cuidado: cão bravo" o nojo que nutro pela raça humana.
Realmente, sou humano mas me sinto nojento sendo. Todos os dias eu vejo cenas que fazem esse nojo latejar dentro de mim. Cenas de miséria, desrespeito e violência contra tudo e todos. Mas hoje eu vi algo que me deixou quase ao ponto da fúria.
Estava dentro do meu ônibus, sossegado pensando no quanto minha vida é inútil e sem nexo -- mas ainda assim legal e divertida --, quando entra um homem com deficiência nas pernas e em um dos braços, braço esse que estava roxo em vários pontos. Ele passou bilhetes para os passageiros explicando que não conseguia emprego e nem muita ajuda. Pedia qualquer tipo de doação a quem pudesse lhe dar. Eu não tinha um puto tostão no bolso e geralmente não costumo dar, mas hoje eu daria se tivesse. O cara realmente precisava.
O motivo dos roxos no braço doente era que ele apoiava o corpo nesse braço, e as guinadas que o ônibus dava faziam-no bater de um lado para o outro, causando os hematomas. Algumas pessoas doaram e outras, assim como eu, devolveram o papel. O homem agradeceu com um aceno de cabeça e saiu do ônibus. Fiquei meio deprimido pela situação e eu não ter podido ajudar, mas fiquei pior com o que ocorreu logo a seguir.
Meu ônibus ficou parado no semáforo enquanto o homem descia e caminhava, mas no ponto haviam acho que uns quatro adolescentes que começaram a caçoar da forma como o homem andava. Apontavam, riam, e ficavam provocando o homem. A cena não durou mais que um minuto, pelo que eu vi, pois meu ônibus saiu. Tive vontade de descer do ônibus e enforcar cada um daqueles garotos, depois de arrancar seus pênis e enfiar em suas bundas. Tive um acesso de ódio imenso e meu desprezo por essa raça nojenta aumentou bem uns dez graus hoje.
Aí eu pergunto às pessoas que crêem em um Deus de amor e misericórdia: seu Deus não vê isso? Além de sofrer com a deficiência, com a falta de dinheiro e sabe-se lá com o que mais, ele ainda tem que aguentar esse tipo de criatura falando com ele; onde está o amor do seu Deus? Seus filhos são como batata?
O capitalismo é somente parte da culpa, já que não provê divisão de capital de forma igual, mas na outra ponta está a raça humana em si que é podre. Se existe um Deus, ou ele nem liga, ou foi embora, ou pior, ele gosta de ver. Não acredito em Deus, então, odeio a raça humana por suas idiotices e desprezo sua forma de ação para com ela mesma e para com as outras criaturas ou o planeta. Se existisse eu Deus, a primeira coisa que eu teria feito na frente dele hoje se o encontrasse seria cuspir na cara dele por ser tão hipócrita dizendo que espalha amor pelo mundo, quando eu só vejo merda nele.
Se existe um Deus, eu te odeio.
Todo mundo sabe que de tudo o que não gosto, eu ainda reservo como detestável ao ponto máximo e num lugar bem ao fundo da lixeira que guardo no meu cérebro, perto de uma placa de "Cuidado: cão bravo" o nojo que nutro pela raça humana.
Realmente, sou humano mas me sinto nojento sendo. Todos os dias eu vejo cenas que fazem esse nojo latejar dentro de mim. Cenas de miséria, desrespeito e violência contra tudo e todos. Mas hoje eu vi algo que me deixou quase ao ponto da fúria.
Estava dentro do meu ônibus, sossegado pensando no quanto minha vida é inútil e sem nexo -- mas ainda assim legal e divertida --, quando entra um homem com deficiência nas pernas e em um dos braços, braço esse que estava roxo em vários pontos. Ele passou bilhetes para os passageiros explicando que não conseguia emprego e nem muita ajuda. Pedia qualquer tipo de doação a quem pudesse lhe dar. Eu não tinha um puto tostão no bolso e geralmente não costumo dar, mas hoje eu daria se tivesse. O cara realmente precisava.
O motivo dos roxos no braço doente era que ele apoiava o corpo nesse braço, e as guinadas que o ônibus dava faziam-no bater de um lado para o outro, causando os hematomas. Algumas pessoas doaram e outras, assim como eu, devolveram o papel. O homem agradeceu com um aceno de cabeça e saiu do ônibus. Fiquei meio deprimido pela situação e eu não ter podido ajudar, mas fiquei pior com o que ocorreu logo a seguir.
Meu ônibus ficou parado no semáforo enquanto o homem descia e caminhava, mas no ponto haviam acho que uns quatro adolescentes que começaram a caçoar da forma como o homem andava. Apontavam, riam, e ficavam provocando o homem. A cena não durou mais que um minuto, pelo que eu vi, pois meu ônibus saiu. Tive vontade de descer do ônibus e enforcar cada um daqueles garotos, depois de arrancar seus pênis e enfiar em suas bundas. Tive um acesso de ódio imenso e meu desprezo por essa raça nojenta aumentou bem uns dez graus hoje.
Aí eu pergunto às pessoas que crêem em um Deus de amor e misericórdia: seu Deus não vê isso? Além de sofrer com a deficiência, com a falta de dinheiro e sabe-se lá com o que mais, ele ainda tem que aguentar esse tipo de criatura falando com ele; onde está o amor do seu Deus? Seus filhos são como batata?
O capitalismo é somente parte da culpa, já que não provê divisão de capital de forma igual, mas na outra ponta está a raça humana em si que é podre. Se existe um Deus, ou ele nem liga, ou foi embora, ou pior, ele gosta de ver. Não acredito em Deus, então, odeio a raça humana por suas idiotices e desprezo sua forma de ação para com ela mesma e para com as outras criaturas ou o planeta. Se existisse eu Deus, a primeira coisa que eu teria feito na frente dele hoje se o encontrasse seria cuspir na cara dele por ser tão hipócrita dizendo que espalha amor pelo mundo, quando eu só vejo merda nele.
Se existe um Deus, eu te odeio.
Lá ele está sentado, no alto da torre olhando o horizonte. Abaixo há a cidade, ou o que restou dela depois do que ele não sabe o que. Acabou de acordar e não sabe o que pode ter havido.
Em um minuto ele está com sua família durante um churrasco. Bebe demais e vai dormir no quarto, mas quando acorda a cidade está deserta, toda enferrujada e o ar está difícil de se respirar. Está tudo ressequido e não há nem ao menos nuvens no céu. O calor está beirando os quarenta graus e, pela tonalidade do céu, não devem ser nem mesmo nove da manhã.
Não há sons de animais, de pessoas, carros, e nem mesmo de vento. Ele se encontra no alto de uma torre de telefonia, mais de vinte metros de altura, mas não sente sequer uma brisa. É como se o ar estivesse parado e o sol causticante do meio-dia se aproximasse como o arauto do inferno para castigar os condenados -- ou "o" condenado nesse caso.
Ele realmente não entende sua situação. Como fora parar ali?, o que aconteceu?, e o que iria acontecer agora? Eram perguntas que ele desejaria possuir as respostas, mas essas dúvidas não o angustiavam. Ele estava sozinho em um lugar completamente envelhecido pelo tempo e no alto de uma torre sem nem saber como fora parar lá, mas mantinha a calma como em um jogo de xadrez.
Ele formulava teorias que beiravam desde ataque biológico à extinção da raça humana, mas todas elas acabavam nele, e os porquês deles estar ali sozinho e aparentemente imune ao que acontecera ao resto das pessoas.
Por volta das onze e meia o sol estava batendo em suas costas e fazendo-o ter tonturas. Ele pensou em descer da torre, mas não desceu nem dois metros e o calor irradiado da terra lá embaixo começou a engolfá-lo por baixo e deixá-lo nauseado. Ele voltou e ficou no mesmo lugar onde estava. Começou a ter alucinações. Ao horizonte ele via inúmeras pessoas acenando para ele e tentando lhe dizer algo, mas ele não conseguia escutar daquela distância. Elas lhe acenavam e apontavam para cima, mas ele não conseguia compreender o significado daqueles sinais.
Cansado, suando em bicas e com a pressão em queda pelo sol que já devia ter alcançado seus quarenta e tantos graus, ele dorme. Um sono pesado que o faz até mesmo esquecer de que estava queimando ao sol. Ao acordar, é início da noite, mas o calor está quase insuportável. Parece que a temperatura aumentou ao invés de diminuir. Ele olha para a lua e vê que ela tem um brilho intenso de cor laranja. O que quer que estivesse acontecendo, era grande. Grande o bastante para mudar a tonalidade da refração da luz solar na superfície da Lua.
Lá pela meia-noite o céu estava quase como na alvorada, de um tom azulado entre o claro e o escuro. O calor era tão forte que o ferro onde o homem se apoiava estava até morno. Ele não queria nem pensar em como seria o meio-dia do dia seguinte. Em um minuto ele está com sua família durante um churrasco. Bebe demais e vai dormir no quarto, mas quando acorda a cidade está deserta, toda enferrujada e o ar está difícil de se respirar. Está tudo ressequido e não há nem ao menos nuvens no céu. O calor está beirando os quarenta graus e, pela tonalidade do céu, não devem ser nem mesmo nove da manhã.
Não há sons de animais, de pessoas, carros, e nem mesmo de vento. Ele se encontra no alto de uma torre de telefonia, mais de vinte metros de altura, mas não sente sequer uma brisa. É como se o ar estivesse parado e o sol causticante do meio-dia se aproximasse como o arauto do inferno para castigar os condenados -- ou "o" condenado nesse caso.
Ele realmente não entende sua situação. Como fora parar ali?, o que aconteceu?, e o que iria acontecer agora? Eram perguntas que ele desejaria possuir as respostas, mas essas dúvidas não o angustiavam. Ele estava sozinho em um lugar completamente envelhecido pelo tempo e no alto de uma torre sem nem saber como fora parar lá, mas mantinha a calma como em um jogo de xadrez.
Ele formulava teorias que beiravam desde ataque biológico à extinção da raça humana, mas todas elas acabavam nele, e os porquês deles estar ali sozinho e aparentemente imune ao que acontecera ao resto das pessoas.
Por volta das onze e meia o sol estava batendo em suas costas e fazendo-o ter tonturas. Ele pensou em descer da torre, mas não desceu nem dois metros e o calor irradiado da terra lá embaixo começou a engolfá-lo por baixo e deixá-lo nauseado. Ele voltou e ficou no mesmo lugar onde estava. Começou a ter alucinações. Ao horizonte ele via inúmeras pessoas acenando para ele e tentando lhe dizer algo, mas ele não conseguia escutar daquela distância. Elas lhe acenavam e apontavam para cima, mas ele não conseguia compreender o significado daqueles sinais.
Cansado, suando em bicas e com a pressão em queda pelo sol que já devia ter alcançado seus quarenta e tantos graus, ele dorme. Um sono pesado que o faz até mesmo esquecer de que estava queimando ao sol. Ao acordar, é início da noite, mas o calor está quase insuportável. Parece que a temperatura aumentou ao invés de diminuir. Ele olha para a lua e vê que ela tem um brilho intenso de cor laranja. O que quer que estivesse acontecendo, era grande. Grande o bastante para mudar a tonalidade da refração da luz solar na superfície da Lua.
No relógio do homem agora marcavam seis da manhã, mas era uma cor nunca antes vista na Terra a que se apresentava no céu agora. Eram um amarelo doente e intenso, que ia de norte a sul, mas que era mais forte perto do lugar onde, em minutos, o sol nasceria. Quando o sol apareceu o homem quase ficou cego. Sua circunferência havia aumentado substancialmente e sua cor agora era amarela e não branca, mas seu brilho com certeza era imensamente maior que antes.
Mas havia alguma coisa errada. O homem não podia ver, pois se olhasse queimaria suas retinas, mas a superfície do Sol não era uniforme. Ele tinha pequenos pontos de tons amarelos mais intensos, outros mais avermelhados e as duas manchas solares eram visíveis claramente. Do nada, a estrela deixou de ser circular e virou um meio oval e brilhou intensamente.
O homem foi feito em milhares, a terra virou poeira junto aos outros planetas mais próximos, como Mercúrio, Vênus e Marte; Júpiter sofreu uma mudança em sua órbita e o Sistema Solar brilhou com a explosão do Sol.
A jovem estrela entrou em colapso, mandando uma carga radioativa para a Terra em 29 de maio de 2045. A morte dos seres humanos ocorreu quase três horas depois e a do resto da vida na Terra cerca de uma hora após isso. A corrente do atlântico parou por causa de um forte campo magnético gerado pelo sol, e, por causa disso, o ar deixou de circular inexplicavelmente.
Mas, o mais inexplicável de tudo, é que de todos os modos não havia como alguém sobreviver a todas essas catástrofes anteriores e ter presenciado o final derradeiro da Terra, mas esse homem conseguiu. Não se sabe como, nem porque, mas ele viu os últimos momentos da Terra e a morte de uma estrela bem de perto.
Devemos chamá-lo de sortudo, por ter presenciado o que alguns cineastas dariam a mão e o pé para ver? Ou o chamaríamos de sem sorte, por não ter podido morrer quase que instantâneamente junto aos demais seres da Terra? Não sei responder, mas sei que ele conseguiu presenciar o último nascer do sol na Terra e a isso vale à pena morrer.
Mas havia alguma coisa errada. O homem não podia ver, pois se olhasse queimaria suas retinas, mas a superfície do Sol não era uniforme. Ele tinha pequenos pontos de tons amarelos mais intensos, outros mais avermelhados e as duas manchas solares eram visíveis claramente. Do nada, a estrela deixou de ser circular e virou um meio oval e brilhou intensamente.
O homem foi feito em milhares, a terra virou poeira junto aos outros planetas mais próximos, como Mercúrio, Vênus e Marte; Júpiter sofreu uma mudança em sua órbita e o Sistema Solar brilhou com a explosão do Sol.
A jovem estrela entrou em colapso, mandando uma carga radioativa para a Terra em 29 de maio de 2045. A morte dos seres humanos ocorreu quase três horas depois e a do resto da vida na Terra cerca de uma hora após isso. A corrente do atlântico parou por causa de um forte campo magnético gerado pelo sol, e, por causa disso, o ar deixou de circular inexplicavelmente.
Mas, o mais inexplicável de tudo, é que de todos os modos não havia como alguém sobreviver a todas essas catástrofes anteriores e ter presenciado o final derradeiro da Terra, mas esse homem conseguiu. Não se sabe como, nem porque, mas ele viu os últimos momentos da Terra e a morte de uma estrela bem de perto.
Devemos chamá-lo de sortudo, por ter presenciado o que alguns cineastas dariam a mão e o pé para ver? Ou o chamaríamos de sem sorte, por não ter podido morrer quase que instantâneamente junto aos demais seres da Terra? Não sei responder, mas sei que ele conseguiu presenciar o último nascer do sol na Terra e a isso vale à pena morrer.
Neblina. Uma longa estrada reta. Corpos por toda a extensão da estrada, margeando seus contornos. Frio, vento, e esparsas gotas de chuva. Um homem a caminhar no meio da estrada.Seu olhar focaliza apenas o que há na frente, sem se importar com os corpos, o cheiro que deles exala; ou talvez nem se dê conta disso.
Seus pés descalços estão feridos de tanto andar, seus olhos estão turvos e irritados pelo vento e suas roupas rasgadas até o meio de suas pernas. Sua boca está ressecada e quebradiça, pois ele não bebe nada há vários dias, desde que aconteceu. Seu andar é torto e pende para o lado esquerdo, onde ele fraturou a rótula.
Por sua mente paira a angústia por não ter podido fazer nada pelo que houve. Quando disseram que o ar seria irrespirável e a água em poucos dias estaria imprópria para o consumo, ele estocou o máximo que pode. Não queria sair de seu lugar, mas não queria morrer também. Comida para várias semanas, água, se racionada, para umas duas ou três semanas e ar respirável, obtido por uma máquina em seu porão. Tudo isso, para três pessoas. Ele, a mulher e o filho.
Na primeira noite o alarme soou na cidade, o exército chegara para deslocar as pessoas da área em risco. Um jovem soldado gritou com ele, dizendo que aquilo era suicídio. Ele o ignorou e continuou embaixo, crente de que o perigo se dissiparia. Estava enganado, mas não foi esse o problema.
Na segunda noite, seu filho teve crise de asma, e ele se deu conta de que todos os seus aparatos de sobrevivência não garantiam ainda o ar do filho. Na quinta noite, após muito sofrimento, o filho morre nos braços da mãe.
Ela o culpa por não ter seguido junto com as outras pessoas e o exército, pois assim seu filho estaria vivo. Ela o culpa por se preocupar mais com o lugar em que estão do que com quem esteja com eles.
Os dois se dividem no porão. A mulher fica com o canto ao lado da máquina de lavar, onde há uma janela, e ele fica embaixo da escada, onde ela não poderia ver o rosto dele. Ela já amou esse rosto, mas agora sente nojo.
As noites são cortadas por pessoas gritando nas ruas. O veneno demora para matar, mas enquanto não o faz, ele causa dor aguda nos pulmões. Leva por volta de seis dias para morrer, antes disso você sangra pelo nariz e suas gengivas estouram. Sua língua incha e seus olhos marejam. Os gritos dessa noite são de um homem. Ele vê as luzes no porão e implora para deixarem-no entrar. Suas narinas estão vazando sangue e sua pele tem uma tonalidade amarelo escuro. A mulher fecha a janela e deita-se chorando e dizendo em voz baixa o nome do filho.
Na noite seguinte, já não havia mais os gritos do homem do lado de fora. Havia apenas seu corpo tapando a janela perto da máquina de lavar. Ficar ali sem fazer absolutamente nada já era ruim por si só, mas os dois não estarem se falando era pior ainda.
Na décima noite a mulher começou a falar sozinha. Isso assustou o homem, mas ele se recusou a chegar perto dela, pois quando ameaçava fazê-lo ela o olhava com olhos de ira contida.
Na manhã seguinte, ao acordar, o homem se vê sozinho. Sua mulher já não está lá. Jogando fora todo o cuidado com ar, ele sai do porão e volta para casa. Na cozinha vê que a mulher cortara os pulsos.
De tão espantado com a cena ele não consegue esboçar emoção na hora, apenas seus olhos se arregalaram e ele caiu de joelhos. Depois de olhar bem para a cena ele coloca o rosto entre as mãos e chora copiosamente. Por tentar manter a vida o mais parecida com o que era anteriormente ele perdeu tudo o que mais amava. O filho, que quase não viu a vida e a mulher que ele tanto amava e que no fim passou a odiá-lo; morreu odiando-o.
Ele abre a porta e sai. Não interessa o caminho e nem se ele vai morrer em seis dias. Já não importa o que o mundo lhe reserva.
Pelo caminho ele vê as pessoas que, como ele, acreditaram que aquele lugar poderia ser o mesmo e que tudo voltaria ao normal um dia. Tolos. Prender-se ao passado às vezes pode ser fatal e eles aprenderam da pior maneira. Seus corpos estavam azulados e fétidos por toda a extensão que ele percorria. A área de contenção se estendia por mais de quarenta quilômetros. Por mais que ele andasse, sem água ou comida, não alcançaria a borda. Mas nem era isso que ele queria. Só queria andar.
O vento, a neblina tóxica, o cheiro dos corpos e a chuva ácida que cai. Não importa. Ele não tem mais nada, nem mesmo o direito de continuar vivo, já que foi o responsável direto pela morte de duas pessoas.
Após cinco dias andando chegamos a situação do início da história. Ele está prestes a chegar à borda. Já avista a cerca do exército e os guardas que o observam e já começam a buscar ajuda. Ele se ajoelha, pedindo perdão pelos erro que cometeu. Foi egoísta, mas agora poderia quem sabe começar uma nova vida, uma nova família em uma cidade diferente, onde ninguém saberia o que ele havia feito.
Os guardas caminham em sua direção. Sua visão é turva e ele não os vê direito.
A última coisa que ele ouve é uma arma sendo engatilhada e a voz de um jovem oficial dizendo para um outro:
"-- Outro. Esse eu mesmo tentei trazer, mas ele se recusou. Agora já era."
Toda a região deserta reverberou ao som do disparo, mas o homem nem chegou a escutá-lo. Tombou no chão arenoso e o sangue vazou de sua têmpora.
Era uma vez, um idiota.
Seus pés descalços estão feridos de tanto andar, seus olhos estão turvos e irritados pelo vento e suas roupas rasgadas até o meio de suas pernas. Sua boca está ressecada e quebradiça, pois ele não bebe nada há vários dias, desde que aconteceu. Seu andar é torto e pende para o lado esquerdo, onde ele fraturou a rótula.
Por sua mente paira a angústia por não ter podido fazer nada pelo que houve. Quando disseram que o ar seria irrespirável e a água em poucos dias estaria imprópria para o consumo, ele estocou o máximo que pode. Não queria sair de seu lugar, mas não queria morrer também. Comida para várias semanas, água, se racionada, para umas duas ou três semanas e ar respirável, obtido por uma máquina em seu porão. Tudo isso, para três pessoas. Ele, a mulher e o filho.
Na primeira noite o alarme soou na cidade, o exército chegara para deslocar as pessoas da área em risco. Um jovem soldado gritou com ele, dizendo que aquilo era suicídio. Ele o ignorou e continuou embaixo, crente de que o perigo se dissiparia. Estava enganado, mas não foi esse o problema.
Na segunda noite, seu filho teve crise de asma, e ele se deu conta de que todos os seus aparatos de sobrevivência não garantiam ainda o ar do filho. Na quinta noite, após muito sofrimento, o filho morre nos braços da mãe.
Ela o culpa por não ter seguido junto com as outras pessoas e o exército, pois assim seu filho estaria vivo. Ela o culpa por se preocupar mais com o lugar em que estão do que com quem esteja com eles.
Os dois se dividem no porão. A mulher fica com o canto ao lado da máquina de lavar, onde há uma janela, e ele fica embaixo da escada, onde ela não poderia ver o rosto dele. Ela já amou esse rosto, mas agora sente nojo.
As noites são cortadas por pessoas gritando nas ruas. O veneno demora para matar, mas enquanto não o faz, ele causa dor aguda nos pulmões. Leva por volta de seis dias para morrer, antes disso você sangra pelo nariz e suas gengivas estouram. Sua língua incha e seus olhos marejam. Os gritos dessa noite são de um homem. Ele vê as luzes no porão e implora para deixarem-no entrar. Suas narinas estão vazando sangue e sua pele tem uma tonalidade amarelo escuro. A mulher fecha a janela e deita-se chorando e dizendo em voz baixa o nome do filho.
Na noite seguinte, já não havia mais os gritos do homem do lado de fora. Havia apenas seu corpo tapando a janela perto da máquina de lavar. Ficar ali sem fazer absolutamente nada já era ruim por si só, mas os dois não estarem se falando era pior ainda.
Na décima noite a mulher começou a falar sozinha. Isso assustou o homem, mas ele se recusou a chegar perto dela, pois quando ameaçava fazê-lo ela o olhava com olhos de ira contida.
Na manhã seguinte, ao acordar, o homem se vê sozinho. Sua mulher já não está lá. Jogando fora todo o cuidado com ar, ele sai do porão e volta para casa. Na cozinha vê que a mulher cortara os pulsos.
De tão espantado com a cena ele não consegue esboçar emoção na hora, apenas seus olhos se arregalaram e ele caiu de joelhos. Depois de olhar bem para a cena ele coloca o rosto entre as mãos e chora copiosamente. Por tentar manter a vida o mais parecida com o que era anteriormente ele perdeu tudo o que mais amava. O filho, que quase não viu a vida e a mulher que ele tanto amava e que no fim passou a odiá-lo; morreu odiando-o.
Ele abre a porta e sai. Não interessa o caminho e nem se ele vai morrer em seis dias. Já não importa o que o mundo lhe reserva.
Pelo caminho ele vê as pessoas que, como ele, acreditaram que aquele lugar poderia ser o mesmo e que tudo voltaria ao normal um dia. Tolos. Prender-se ao passado às vezes pode ser fatal e eles aprenderam da pior maneira. Seus corpos estavam azulados e fétidos por toda a extensão que ele percorria. A área de contenção se estendia por mais de quarenta quilômetros. Por mais que ele andasse, sem água ou comida, não alcançaria a borda. Mas nem era isso que ele queria. Só queria andar.
O vento, a neblina tóxica, o cheiro dos corpos e a chuva ácida que cai. Não importa. Ele não tem mais nada, nem mesmo o direito de continuar vivo, já que foi o responsável direto pela morte de duas pessoas.
Após cinco dias andando chegamos a situação do início da história. Ele está prestes a chegar à borda. Já avista a cerca do exército e os guardas que o observam e já começam a buscar ajuda. Ele se ajoelha, pedindo perdão pelos erro que cometeu. Foi egoísta, mas agora poderia quem sabe começar uma nova vida, uma nova família em uma cidade diferente, onde ninguém saberia o que ele havia feito.
Os guardas caminham em sua direção. Sua visão é turva e ele não os vê direito.
A última coisa que ele ouve é uma arma sendo engatilhada e a voz de um jovem oficial dizendo para um outro:
"-- Outro. Esse eu mesmo tentei trazer, mas ele se recusou. Agora já era."
Toda a região deserta reverberou ao som do disparo, mas o homem nem chegou a escutá-lo. Tombou no chão arenoso e o sangue vazou de sua têmpora.
Era uma vez, um idiota.
Olá, aqui vamos a mais uma descrição de amigos, ou o que sobrar de amizade depois que terminarmos essas descrições no blog.
Bom, vamos entrar agora na parte séria da história... ou quase, pois rimos do mesmo jeito.
Pra falar da Andreza há que se relatar que, do grupo todo, é a única centrada e mais humanizada do que nós; pra não dizer civilizada. Não que sejamos homens da caverna com porretes e que grunhem o dia todo, mas é que ela é a única que consegue nos trazer ao chão quando precisamos, e precisamos um bocado. Estamos no meio de risos, gargalhadas, montinhos, tapas no pé do ouvido, arranhões e afins, mas escutamos alguém que nos diz: cambada, a aula já começou e a professora está olhando pra vocês. Obrigado por nos ajudar a manter as broncas que já levamos normalmente em um nível aceitável. Três por semana é uma quantia razoável, contando que duas são nas aulas da Paula.
Minha ex-colega na arte de comer pão-de-queijo (delícia) enquanto voltávamos da cantina até a sala. Hoje ela está em uma dieta e virou frugivorogista, o que acho um tremendo desperdício, já que o que consumimos em um pão-de-queijo precisaríamos de umas trinta laranjas pra suprir. Pense na fome no mundo, Deza. Coma comidas gordurosas, pois assim consumirá o que precisa com menos e todo mundo sairá feliz, até mesmo as criancinhas do Camboja.
Bom, eu reservaria um parágrafo inteiro para os cafunés que ganho, mas como ela tem um namorado com quase dois metros e meio de altura e um metro e oitenta de largura -- duplex quatro por quatro -- eu, em nome de uma dentição saudável que meu dentista recomendou, me abstenho a falar. Só digo que são ótimos.
No primeiro ciclo, nas aulas do Pereira que eram as mais curtas, nós ficávamos quase meia hora rindo. Sim, aos que perguntarem, nós somos normais e não nos drogamos. Somos apenas muito felizes e precisamos colocar pra fora. Eu ria com a risada dela, porque ela realmente é única. É bem fininha e seqüencial, em um ritmo frenético e repetitivo a cada quatro segundos, mais ou menos. Em suma, é engraçada pra caramba.
Espero que não tenha ficado mal com a descrição acima. Provavelmente serei xingado por alguma coisa que disse -- como a risada --, mas já me acostumei. Espero apenas que não perca meus incisivos se o namorado dela ler a parte dos cafunés. Tenho um certo apreço por eles.
Beijo Deza.
Bom, vamos entrar agora na parte séria da história... ou quase, pois rimos do mesmo jeito.
Pra falar da Andreza há que se relatar que, do grupo todo, é a única centrada e mais humanizada do que nós; pra não dizer civilizada. Não que sejamos homens da caverna com porretes e que grunhem o dia todo, mas é que ela é a única que consegue nos trazer ao chão quando precisamos, e precisamos um bocado. Estamos no meio de risos, gargalhadas, montinhos, tapas no pé do ouvido, arranhões e afins, mas escutamos alguém que nos diz: cambada, a aula já começou e a professora está olhando pra vocês. Obrigado por nos ajudar a manter as broncas que já levamos normalmente em um nível aceitável. Três por semana é uma quantia razoável, contando que duas são nas aulas da Paula.
Minha ex-colega na arte de comer pão-de-queijo (delícia) enquanto voltávamos da cantina até a sala. Hoje ela está em uma dieta e virou frugivorogista, o que acho um tremendo desperdício, já que o que consumimos em um pão-de-queijo precisaríamos de umas trinta laranjas pra suprir. Pense na fome no mundo, Deza. Coma comidas gordurosas, pois assim consumirá o que precisa com menos e todo mundo sairá feliz, até mesmo as criancinhas do Camboja.
Bom, eu reservaria um parágrafo inteiro para os cafunés que ganho, mas como ela tem um namorado com quase dois metros e meio de altura e um metro e oitenta de largura -- duplex quatro por quatro -- eu, em nome de uma dentição saudável que meu dentista recomendou, me abstenho a falar. Só digo que são ótimos.
No primeiro ciclo, nas aulas do Pereira que eram as mais curtas, nós ficávamos quase meia hora rindo. Sim, aos que perguntarem, nós somos normais e não nos drogamos. Somos apenas muito felizes e precisamos colocar pra fora. Eu ria com a risada dela, porque ela realmente é única. É bem fininha e seqüencial, em um ritmo frenético e repetitivo a cada quatro segundos, mais ou menos. Em suma, é engraçada pra caramba.
Espero que não tenha ficado mal com a descrição acima. Provavelmente serei xingado por alguma coisa que disse -- como a risada --, mas já me acostumei. Espero apenas que não perca meus incisivos se o namorado dela ler a parte dos cafunés. Tenho um certo apreço por eles.
Beijo Deza.
Rapaz, como definir o Xandão??? Pequeno, claro. Mas estou falando no sentido mais amplo dele. Já sei, BFF. Não há quem fique perto desse rapaz que não saia com um sorriso no rosto, ou umas boas manchas roxas, já que ele tem o costume "Buddy Poke" de dar aquela cutucada nas costelas da gente. Dá uma raiva do caramba, mas não dá pra revidar. Não podemos bater em uma criança.
Altos papos no msn e risadas junto com a Denise, altas conversas na sala e risadas na aula da Paula -- seguidas de broncas magníficas e esculturais.
Se tem alguém que é mais assíduo que o Xandão, dêem o troféu joinha pra ele, pois eu mesmo nunca vi o rapaz faltar na ETEC. Outro dia ele disse que não conseguiu entrar na escola -- uma deprê doida e broncas em casa -- por causa do horário, mas faltar mesmo por conta própria e vagabundagem saudável ele não faz. O rapaz é um exemplo, pelo menos pra mim, pois adoro faltar, principalmente em aulas como a do Sérgio e da Carbono. Aprende a cabular, pequinês!
Há uma particularidade desse carinha que não há que se negar: o tamanho. Acho que deve ficar até com raiva, mas todo mundo brinca com o tamanho dele. Enquanto que eu sou o banhado em formol, ele é o que toma o elixir da juventude eterna. Ele tem 17 anos, mas mantém a aparência de um menino de seis anos. Só não aperto a bochecha dele e chamo de cut-cut porque seria excepcionalmente gay.
Incursões pelo Ibirapuera, pelo SENAC e o tão aguardado evento de Harry Potter do Oclumência, pode apostar que o carinha estará no meio, e as risadas e os papos de quebrar o queixo serão certos.
Falando em Harry Potter, fomos a Andreza e eu que apresentamos a ele, e não é que ele adorou. Sabe tudo e mais um pouco. Me corrige em diversas coisas e complementa o que a Andreza, a Mônica e eu falamos. Sempre um livro na mão, um cartão de biblioteca e uma mochila pesada pra c******. O que ele carrega ali? A caixa de Pandora? Bom, sobre a caixa de Pandora eu não posso ter certeza, mas que ali tem Nuggets deliciosos que a mãe dele faz, ah isso tem. Por falar nisso, beijo Mãe do Xandão. Thanks for all.
Isso aí, quem conhece esse carinha sabe como funciona. Mas, mesmo se não conhecer ainda, dêem um alô que ele responderá com um sorriso sincero, e cinco minutos depois com uma pokeada.
Te adoramos, pequenino.
Altos papos no msn e risadas junto com a Denise, altas conversas na sala e risadas na aula da Paula -- seguidas de broncas magníficas e esculturais.
Se tem alguém que é mais assíduo que o Xandão, dêem o troféu joinha pra ele, pois eu mesmo nunca vi o rapaz faltar na ETEC. Outro dia ele disse que não conseguiu entrar na escola -- uma deprê doida e broncas em casa -- por causa do horário, mas faltar mesmo por conta própria e vagabundagem saudável ele não faz. O rapaz é um exemplo, pelo menos pra mim, pois adoro faltar, principalmente em aulas como a do Sérgio e da Carbono. Aprende a cabular, pequinês!
Há uma particularidade desse carinha que não há que se negar: o tamanho. Acho que deve ficar até com raiva, mas todo mundo brinca com o tamanho dele. Enquanto que eu sou o banhado em formol, ele é o que toma o elixir da juventude eterna. Ele tem 17 anos, mas mantém a aparência de um menino de seis anos. Só não aperto a bochecha dele e chamo de cut-cut porque seria excepcionalmente gay.
Incursões pelo Ibirapuera, pelo SENAC e o tão aguardado evento de Harry Potter do Oclumência, pode apostar que o carinha estará no meio, e as risadas e os papos de quebrar o queixo serão certos.
Falando em Harry Potter, fomos a Andreza e eu que apresentamos a ele, e não é que ele adorou. Sabe tudo e mais um pouco. Me corrige em diversas coisas e complementa o que a Andreza, a Mônica e eu falamos. Sempre um livro na mão, um cartão de biblioteca e uma mochila pesada pra c******. O que ele carrega ali? A caixa de Pandora? Bom, sobre a caixa de Pandora eu não posso ter certeza, mas que ali tem Nuggets deliciosos que a mãe dele faz, ah isso tem. Por falar nisso, beijo Mãe do Xandão. Thanks for all.
Isso aí, quem conhece esse carinha sabe como funciona. Mas, mesmo se não conhecer ainda, dêem um alô que ele responderá com um sorriso sincero, e cinco minutos depois com uma pokeada.
Te adoramos, pequenino.
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