Soldado de Chumbo manco a andar pela esquina. De todo seu porte nada se suporta, por causa da perna manca. Seu andar é lento e suas passadas pequenas. Pela rua logo se sabe quando ele se aproxima, é um barulho compassado, meio chiado e um pouco irritante de metal contra o chão da loja.
Os soldados não o mantém por perto, só ficam com suas táticas e jogos e não querem o defeituoso ao lado. Atrapalha, dizem eles, e deixa o andar sem ritmo. Pelas fileiras de brinquedos, todos nas caixas, ele é o único a vagar pela escuridão da loja. O barulho metálico ecoa pelos corredores. Para disfarçar, ele canta.Lonely
I'm mr. lonely,
I have nobody,
only my own...
Passando por um canto, onde ficavam os brinquedos mais velhos, ele vê uma linda caixinha de música com uma bailarina. A caixinha caiu do topo da estante, se partiu e começou a tocar. Quando ele olha, a bailarina está no meio da apresentação. Ela gira em torno de si mesma e se movimenta sobre o tablado da caixinha, com uma leveza que o encantou. Ele parou ao longe e começou a ouvi-la cantar.
I hear the ticking of the clock
I'm lying here the room's pitch dark
I wonder where you are tonight
No answer on the telephone
And the night goes by so very slow
Oh I hope that it won't end though
Alone...
Ele decide que não precisa mais ficar sozinho e que tudo o que sempre procurou estava logo a sua frente. Se encaminhou, com seu andar barulhento e cheio de 'cliques' até ela. A cada passo ele reconhecia que ela era seu amor, tudo o que lhe faltava, tudo o que preencheria sua vida.
Chegando aos pés da caixinha ele resolve falar com ela, mas vê que ela parou de se mover. A música havia cessado, o movimento da bailarina terminara e com o fim da corda não voltaria. Toda a magia havia terminado. Ele se via novamente no escuro, sozinho, a contemplar a bailarina imóvel na caixinha de música.
Ele abaixou a cabeça, sentou-se ao lado da caixinha e dizem que nunca mais se moveu.
A loja funciona ainda, vende seus brinquedos, mas o dono jamais joga fora os brinquedos, mesmo os quebrados. O soldado é sempre mantido ao lado da caixinha com a bailarina e há brinquedos que dizem ainda o escutar cantar baixinho em algumas noites.
Chegando aos pés da caixinha ele resolve falar com ela, mas vê que ela parou de se mover. A música havia cessado, o movimento da bailarina terminara e com o fim da corda não voltaria. Toda a magia havia terminado. Ele se via novamente no escuro, sozinho, a contemplar a bailarina imóvel na caixinha de música.
Ele abaixou a cabeça, sentou-se ao lado da caixinha e dizem que nunca mais se moveu.
A loja funciona ainda, vende seus brinquedos, mas o dono jamais joga fora os brinquedos, mesmo os quebrados. O soldado é sempre mantido ao lado da caixinha com a bailarina e há brinquedos que dizem ainda o escutar cantar baixinho em algumas noites.
Lonely
I'm mr. lonely,
I have nobody,
only my own...
Marcadores: solidão
Como podemos definir que gostamos ou odiamos uma pessoa? Bom, pelas ações dela, obviamente. Mas e quando as ações dela são absurdamente normais e rotineiras tempos atrás, mas que agora te causam uma sensação de clara provocação ou tédio mortal; por não entender como alguém pode ser assim tão chato e ao mesmo tempo tão interessante?
Ao invés de o cumprimentar com um lindo e amável boa dia ela só lhe diz "Oi!", ou às vezes (por sono demais ou ressaca) apenas um "Hum!", que pode significar tanto 'bom dia' quando 'vai tomar no meio do seu cu'. O sarcasmo dela e às vezes sua ironia -- aquela que o cérebro absurdamente mau desenvolvido consegue formular -- que por acaso você tem, lhe incomoda como um câncer, mas você pensa que aquela criatura a qual você viu crescer (nem tanto quando se tem apenas dois anos a mais que ela), que você viu chorar (quando várias das vezes que ela chorava você era a razão) e das vezes que ela ria (geralmente quando era você quem estava chorando nessa hora); que essa criatura morbidamente primitiva passa a te incomodar com o simples fato de trazer o namorado pra casa (namorado esse que seria uma completa infecção se não torcesse pelo mesmo time que você), ou de sentar no computador pra conversar com a mesma criatura todas as noites.
Você tem vontade de matá-la todos os dias, mas mataria por ela a qualquer dia (de preferência o namorado... esse seria morto de forma especial e com muita dor e sangue jorrando). Você quer vê-la triste e chorando, mais por um gosto pessoal por tudo o que ela já o fez (o fato de nascer já seria suficiente, mas tem bem mais), mas ao mesmo tempo a quer feliz -- de preferência morando o mais distante possível de você e que perca seu número de celular, mas que mantenha seu endereço de e-mail para trocar xingamentos; sim, é uma coisa linda ela te chamando de viado e você à chamando de cadela cheia de vermes.
Essa postagem é dedicada ao caso mais sério que já tive em minha vida: a vaca...oops, quero dizer, minha irmã Giselle, vulgarmente conhecida por Gi, que em chinês deve significar "criatura anormal que foi jogada pelo caminhão dos Correios por ser refugo na Suécia". Eu simplesmente odeio essa vaca e a queria bem longe de mim, pois como filho único eu teria sido um garoto bem mais feliz e menos psicótico; mas adoro essa porrinha também, e sei que muito do que eu sou devo a ela. Minhas crises na madrugada (como essa) jamais existiriam sem que ela tivesse nascido. Mas, sem problemas, o nascimento é apenas uma das fases da vida. (menino mau mode on) > Ela nasceu e me atrapalhou, então podemos ver se na outra ponta da corda da vida ela me ajuda... ou será que fico pior sem ela. Caraca, pior que eu sou...? difícil. Por isso continuo aguentando, pois ela me vale como uma perna inflamada e que dói horrores, mas prefiro saber que ainda tenho uma perna pra doer.
Beijo mula, vai pela sombra -- bosta no sol fede.

Quem já teve vontade de matar um político dê um viva.
Acho que pude até escutar os vivas de uma nação que necessita de um assassinatozinho de um político pra ser feliz de novo. Afinal, há muitos, são todos iguais, mata-se um surge outro, então ninguém vai sentir falta mesmo.
Vemos todas as semanas, e, às vezes, mais de uma vez na semana, casos de corrupção, de dinheiro desviado, de obras superfaturadas, de gasto ilícito do dinheiro público -- nosso dim-dim -- e pensamos: que merda de país.
Mas, pensar que essa porra não presta não leva a nada, se na próxima eleição você continuar votando nos mesmos babões que vão utilizar seu suado dinheiro com um novo Corolla, já que a Mercedez tá ficando fraquinha. Enquanto você se mata pra juntar dinheiro e fazer aquela viagem tão sonhada pro interior, os políticos e afins (leia escória humana) utilizam o dinheiro no povo pra fazer suas viagens -- isso mesmo, eles ganham quase 12.000 reais mas quando é pra viajar eles usam o seu, que às vezes ganha 490. A estadia no hotel é paga pelo povo, o jatinho é cedido pelo plenário e é mantido com dinheiro público -- e você querendo só um Fiat Uno pra poder trabalhar sem pegar ônibus cheio. Lá no hotel, aquele político babão vai pegar uma menina de 18 anos, beber champagne cara e curtir os frutos do seu trabalho, já que ele não trabalha.
Eles trabalham de terça a quinta -- se não me engano é por aí mesmo -- e às vezes entram de recesso. Nesse recesso o que eles fazem? Provavelmente sexo com uma prostituta paga com seu dinheiro -- e você aí brincando de cinco contra um ou chupando o dedo. Mundo justo...
Nas próximas eleições, se lembre que o senhor com rosto bondoso e sorriso largo estará nas Bahamas durante suas férias -- ou recesso -- e que você estará dando duro pra pagar os impostos que mantém a mamata dele.
Você sabia que se durante a votação os partidos não alcançarem um X tanto de votos eles são obrigados por lei a indicarem outro candidato? Provavelmente não sabia, mas, que importa? O povo, por mais que pense em revolução, não a coloca em prática. Caras pintadas foi um movimento único e que mostrou que os jovens da época se preocupavam com alguma coisa. Hoje uma das maiores preocupações é o lançamento do Windows Seven ou o novo GTA.
Quando estiver frente à frente com a urna, lembre-se que você está escolhendo entre uma cobra coral e uma naja. Ambos estão lá pra fazer coisas pra você. Se você tem preferência de um ao outro, problema seu; são todos iguais. Pagos -- e muito bem pagos -- pra fazer benfeitorias para o país, mas a única benfeitoria que fazem é aumentar o próprio salário em 5% -- salário que já é alto e que ele não precisa gastar, já que tem mais que dez vezes isso pra gastar com gasolina, viagens e hospedagens; nem comida eles compram. Aí dão aumento de 20 reais -- isso mesmo -- no salário mínimo.
Sério mesmo? Isso cansa minha beleza.
Petistas, PSDBistas... todos iguais. Uns têm a cara mais lisa que os outros, e pelo menos não fingem ser seus amigos, mas, embora uns com barba e outros sem, a raça é a mesma. Uma raça corrompida e que não merece confiança. Dar a alguém o poder de votar o aumento do próprio salário... erro básico.
Enquanto não houver reforma no plano de governo e principalmente no poder legislativo e nos salários dessa corja, eu continuo votando no 00 e confirmando. Quem entra assim? O Gasparzinho. Ele é camarada e pode não fazer muita coisa -- já que não é palpável; mas isso é bom: ele não vai poder embolsar nossa grana, e, mesmo se pudesse, não teria com o que gastar.
Seja quem entrar, saberei que a culpa não é minha. Não fiz minha parte para não poder ser penalizado por mais um Collor.
Nesse país você é obrigado à votar e se alistar. Vemos de cara que são só coisas boas. Sair do conforto do meu lar em plena semana do meu aniversário -- sempre cai no começo de outubro -- pra ir na escola escolher entre merda ou bosta. Eu detesto. Ou acordar bem cedo pra olhar pra frente com o braço estendido jurando proteger uma bandeira que não tenho orgulho de dizer que é minha e prometendo até morrer por ela. Será que eles não vêem que há 100 moleques de 18 anos mentindo pra eles ali em frente na cara dura?
Sei que lá em cima eu disse que não vale a pena só pensar, mas já que uma andorinha só não faz verão eu digo: que merda de país...
Marcadores: comentários, textos
Olá povo, hora de esculachar um pouco uma nova série.
Bom, eu nem deveria estar falando mal de séries já que sou um viciado em todo e qualquer tipo de seriado, mas é que essa "não tive como" gostar.
Há quem deteste OZ e tudo que acontece dentro da prisão, mas admito que sempre estive à favor de Emerald City e do plano do Tim Mcmanus, mesmo que parecesse idiota. Perdia minhas madrugadas assistindo OZ no SBT e sempre a achei uma linda série sobre cadeia. Adoro também Prison Break, outra série de prisão -- um gênero que não agrada muitos --, mas mesclada com aventura, romance e suspense. Poderia ficar aqui listando o porque de gostar de todas as séries: Smallville, Lost, Supernatural, Dexter, Californication, Cold Case, Without a Trace, Nip/Tuck, Gilmore Girls, Medium, The O.C, Verônica Mars e outras que eu nem me lembro de cabeça, mas que gosto.
Já que não vou tomar o tempo de vocês, nem sua paciência, vou só falar do porque detestei Gossip Girl. Pra começar: vi nela o que eu achava de mais podre em O.C. Tá, eu adoro O.C, mas tenho que admitir que aguentar o papo da classe alta, suas futilidades, intrigas pessoais, falsidades e exibicionismo idiota eram terríveis. Em Gossip Girl eles estão de volta, só que atenuados.
Sei que só assisti ao piloto da série, mas pode-se saber quase tudo sobre a série só de ver seu piloto, já que ele é uma amostra do que aparecerá no decorrer da série e é feito pra agradar. Em O.C o Ryan já começa roubando um carro junto com seu irmão. Por ser menor ele é levado a um centro de correção e retirado de lá por seu defensor público, sendo posteriormente levado a viver em Orange Count, o lar dos riquinhos fúteis. Ele vive como um estranho no ninho, tentando se enturmar. Aí vem a coisa ruim da série, que são os ricos fúteis com preocupações inúteis, mas temos nosso estimulante Ryan com seu jeito comum a todos nós naquele mundo de pessoas esnobes; sem contar o Seth, que valia pela série inteira.
Em Gossip Girl você coloca tudo: as futilidades, as falsidades e tudo o mais. Tira o Ryan e o Seth, além de tirar também a bela paisagem de Orange Count. Tudo o que vemos é o rebuliço causado por um blog (tô me sentindo um hipócrita cretino nessa parte... sem problemas, esse é o nome do meu blog) que dá 'as notícias mais quentes sobre as futilidades mais chocantes', como a volta de Serena. O que me interessa a moça (além de ser linda) ter voltado? Qual a razão que leva essa rata de lan house a ficar publicando a vida das pessoas? Porque não se preocupa com a Campus Party ou um novo tipo de HD?
Em O.C, tínhamos as praias, os carrões, as festas na beira-mar, as intrigas contra "o estranho no paraíso", a tentativa de Ryan de se integrar no meio estranho. Em Gossip Girl, temos o clima insípido de Nova York, um pessoal que consegue ser irritante com aqueles celulares, blackberrys e smartphones, todos de olho naquele blog inútil e festas onde falar mal da pessoa certa faz você subir no status da sociedade.
Meus amigos (Fran e Xandão), realmente peço desculpas, mas essa série é uma caquinha. Sei que cada um com a sua e provavelmente depois dessa vocês nem vão querer ver Dexter, mas é sério ODIEI.
A mim não há nada de atrativo, nem mesmo o cenário, que conta bastante quando a trama em si não vale nada (eu até gostava de Everwood, mas admito que assistia mais pelo cenário do que pela trama). Desculpe quem gosta, mas não é pra mim.
Retorno ao meu casulo sem inovação tecnológica e volto a ver o assassino serial mais simpático do mundo das séries. Ele é dinâmico, carismático, meticuloso e sabe fazer da falsidade uma coisa boa. E sua única futilidade é guardar uma gota de sangue de suas vítimas, algo que, a meu ver, nem se compara quanto a ler sobre a vida de outros em um blog (nada contra quem lê esse aqui).
Bom, eu nem deveria estar falando mal de séries já que sou um viciado em todo e qualquer tipo de seriado, mas é que essa "não tive como" gostar.
Há quem deteste OZ e tudo que acontece dentro da prisão, mas admito que sempre estive à favor de Emerald City e do plano do Tim Mcmanus, mesmo que parecesse idiota. Perdia minhas madrugadas assistindo OZ no SBT e sempre a achei uma linda série sobre cadeia. Adoro também Prison Break, outra série de prisão -- um gênero que não agrada muitos --, mas mesclada com aventura, romance e suspense. Poderia ficar aqui listando o porque de gostar de todas as séries: Smallville, Lost, Supernatural, Dexter, Californication, Cold Case, Without a Trace, Nip/Tuck, Gilmore Girls, Medium, The O.C, Verônica Mars e outras que eu nem me lembro de cabeça, mas que gosto.
Já que não vou tomar o tempo de vocês, nem sua paciência, vou só falar do porque detestei Gossip Girl. Pra começar: vi nela o que eu achava de mais podre em O.C. Tá, eu adoro O.C, mas tenho que admitir que aguentar o papo da classe alta, suas futilidades, intrigas pessoais, falsidades e exibicionismo idiota eram terríveis. Em Gossip Girl eles estão de volta, só que atenuados.
Sei que só assisti ao piloto da série, mas pode-se saber quase tudo sobre a série só de ver seu piloto, já que ele é uma amostra do que aparecerá no decorrer da série e é feito pra agradar. Em O.C o Ryan já começa roubando um carro junto com seu irmão. Por ser menor ele é levado a um centro de correção e retirado de lá por seu defensor público, sendo posteriormente levado a viver em Orange Count, o lar dos riquinhos fúteis. Ele vive como um estranho no ninho, tentando se enturmar. Aí vem a coisa ruim da série, que são os ricos fúteis com preocupações inúteis, mas temos nosso estimulante Ryan com seu jeito comum a todos nós naquele mundo de pessoas esnobes; sem contar o Seth, que valia pela série inteira.
Em Gossip Girl você coloca tudo: as futilidades, as falsidades e tudo o mais. Tira o Ryan e o Seth, além de tirar também a bela paisagem de Orange Count. Tudo o que vemos é o rebuliço causado por um blog (tô me sentindo um hipócrita cretino nessa parte... sem problemas, esse é o nome do meu blog) que dá 'as notícias mais quentes sobre as futilidades mais chocantes', como a volta de Serena. O que me interessa a moça (além de ser linda) ter voltado? Qual a razão que leva essa rata de lan house a ficar publicando a vida das pessoas? Porque não se preocupa com a Campus Party ou um novo tipo de HD?
Em O.C, tínhamos as praias, os carrões, as festas na beira-mar, as intrigas contra "o estranho no paraíso", a tentativa de Ryan de se integrar no meio estranho. Em Gossip Girl, temos o clima insípido de Nova York, um pessoal que consegue ser irritante com aqueles celulares, blackberrys e smartphones, todos de olho naquele blog inútil e festas onde falar mal da pessoa certa faz você subir no status da sociedade.
Meus amigos (Fran e Xandão), realmente peço desculpas, mas essa série é uma caquinha. Sei que cada um com a sua e provavelmente depois dessa vocês nem vão querer ver Dexter, mas é sério ODIEI.
A mim não há nada de atrativo, nem mesmo o cenário, que conta bastante quando a trama em si não vale nada (eu até gostava de Everwood, mas admito que assistia mais pelo cenário do que pela trama). Desculpe quem gosta, mas não é pra mim.
Retorno ao meu casulo sem inovação tecnológica e volto a ver o assassino serial mais simpático do mundo das séries. Ele é dinâmico, carismático, meticuloso e sabe fazer da falsidade uma coisa boa. E sua única futilidade é guardar uma gota de sangue de suas vítimas, algo que, a meu ver, nem se compara quanto a ler sobre a vida de outros em um blog (nada contra quem lê esse aqui).
Marcadores: comentários
Olá caros leitores, estou de volta depois de um recesso em uma viagem ótima que me rendeu boas caminhadas, um bronze legal, um ânimo no humor e algumas coisinhas a mais que quando eu montar meu blog de pornografia eu conto.
Durante todos os dias que estive lá em Minas Gerais, não choveu um só dia. Ou, melhor dizendo, até deu uma pancada, que só serviu pra deixar o clima fresco por duas horas, depois o sol voltou a estalar.
Quando se sentava no sofá (leia se esparramar) e ligar a TV só se viam duas coisas: a Serena de Alma Gêmea (casa cheia de mulheres e só eu de homem... mas a Fantin até compensa) e as chuvas que castigavam o estado de São Paulo. Pessoal, como vocês aguentaram? Eu gosto de chuva. Admito que em certos momentos eu até prefiro ela que o sol; as pessoas tendem a ficar mais quietas em dias chuvosos e eu gosto de silêncio. Em dias de chuva -- chuva forte -- não há moleques no meu portão jogando bola, não há carros com funk estacionados e nem Banda Dejavú, que virou uma espécie de hino no meu bairro. Sem contar que dormir com chuva é o que há, concordam? Ou era.
Hoje as pessoas não sabem se vão dormir em uma rua e acordar na rua de baixo, com meia tonelada de barro em cima da cabeça e uma placa dizendo "de mudança para o céu".
A chuva ficou meio que descontrolada, e como ninguém tem coragem de falar eu falo: São Pedro, larga de ser mão de vaca e chama logo o encanador. Você vai ter que fazer uma prospecção nessa parede se quiser resolver o problema, ou vai levar uma prospecção do seu chefe. Traduzindo: ele vai comer seu rabo quando souber que você teve "comendo rosquinhas" enquanto a água estava caindo aqui no sudeste brasileiro (São Paulo e Rio). Isso dá justa causa, seu idiota.
Outro caso que me pegou de surpresa também foi o Haiti. Qual é, já não bastava a fome e problemas políticos por lá? Pra que um terremoto? Pior, por qual razão absurdamente idiota um dos maiores terremotos dos últimos duzentos anos tinha que ser em um país tão pobre?
Terremotos são uma sacanagem do caramba. Você tá lá jogando golfe e vem um cara e mexe na sua bolinha (ambíguo, né??!!), isso é uma atitude legal? (depende da bolinha) Claro que não, o cara estragou sua jogada. Mas, e se, ao invés de mexerem na sua bolinha, alguém chacoalhasse todo o campo? Sua bolinha sairia do lugar e você cairia de bunda no chão. Uma atitude putamente legal da parte de quem faz. Literalmente é como puxar o tapete. E fazer isso em um país onde a moeda não tá comprando nem chiclete, um câmbio mais louco que o chapeleiro, uma crise sem precedentes na política (Haiti, não Brasil) e uma população que precisa de ajuda para se manter diariamente? Claro... deve ter sido uma piada e tanto.
Mas o clima da postagem era pra ser alegre e surreal e não essa enumeração de coisas tristes, então vou lhes dizer quem é o culpado disso. Já tem gente aí torcendo o nariz achando que vou falar que é Deus. Não, não poderia ser Deus. Ele está de férias nas Bahamas, em uma praia que ele criou só pra ele e com um clone da Tessália pra fazer alguns "trabalhos". Não, Deus não faria uma coisa dessas. Na verdade, ninguém em sã consciência faria algo assim, mas alguém fora de si faria. O culpado? O culpado é São Pedro que, não só deixou a torneira aberta por aqui, como ficou dando o rabo pra alguém e apoiou a cadeira na fenda que corta Porto Príncipe. O atrito de um mastro contra sua cavidade anal, e as perturbações sísmicas que isso provocou mexeu a falha. Em outras palavras... nem precisa, vocês entenderam.
Quando Deus voltar ele dá um jeito. Pedro vai ficar um ano sentado no obelisco do Ibirapuera, São Paulo vai ter sol initerrupto por sessenta dias e o Haiti, bom, quando eles voltarem a ficar de pé, Deus vai se pronunciar pedindo desculpas, vai se comprometer a não haver terremotos no Haiti por duzentos anos e dizer que a cura do câncer está na batata Ruffles.
Tá, sonhar ainda não paga imposto...
Durante todos os dias que estive lá em Minas Gerais, não choveu um só dia. Ou, melhor dizendo, até deu uma pancada, que só serviu pra deixar o clima fresco por duas horas, depois o sol voltou a estalar.
Quando se sentava no sofá (leia se esparramar) e ligar a TV só se viam duas coisas: a Serena de Alma Gêmea (casa cheia de mulheres e só eu de homem... mas a Fantin até compensa) e as chuvas que castigavam o estado de São Paulo. Pessoal, como vocês aguentaram? Eu gosto de chuva. Admito que em certos momentos eu até prefiro ela que o sol; as pessoas tendem a ficar mais quietas em dias chuvosos e eu gosto de silêncio. Em dias de chuva -- chuva forte -- não há moleques no meu portão jogando bola, não há carros com funk estacionados e nem Banda Dejavú, que virou uma espécie de hino no meu bairro. Sem contar que dormir com chuva é o que há, concordam? Ou era.
Hoje as pessoas não sabem se vão dormir em uma rua e acordar na rua de baixo, com meia tonelada de barro em cima da cabeça e uma placa dizendo "de mudança para o céu".
A chuva ficou meio que descontrolada, e como ninguém tem coragem de falar eu falo: São Pedro, larga de ser mão de vaca e chama logo o encanador. Você vai ter que fazer uma prospecção nessa parede se quiser resolver o problema, ou vai levar uma prospecção do seu chefe. Traduzindo: ele vai comer seu rabo quando souber que você teve "comendo rosquinhas" enquanto a água estava caindo aqui no sudeste brasileiro (São Paulo e Rio). Isso dá justa causa, seu idiota.
Outro caso que me pegou de surpresa também foi o Haiti. Qual é, já não bastava a fome e problemas políticos por lá? Pra que um terremoto? Pior, por qual razão absurdamente idiota um dos maiores terremotos dos últimos duzentos anos tinha que ser em um país tão pobre?
Terremotos são uma sacanagem do caramba. Você tá lá jogando golfe e vem um cara e mexe na sua bolinha (ambíguo, né??!!), isso é uma atitude legal? (depende da bolinha) Claro que não, o cara estragou sua jogada. Mas, e se, ao invés de mexerem na sua bolinha, alguém chacoalhasse todo o campo? Sua bolinha sairia do lugar e você cairia de bunda no chão. Uma atitude putamente legal da parte de quem faz. Literalmente é como puxar o tapete. E fazer isso em um país onde a moeda não tá comprando nem chiclete, um câmbio mais louco que o chapeleiro, uma crise sem precedentes na política (Haiti, não Brasil) e uma população que precisa de ajuda para se manter diariamente? Claro... deve ter sido uma piada e tanto.
Mas o clima da postagem era pra ser alegre e surreal e não essa enumeração de coisas tristes, então vou lhes dizer quem é o culpado disso. Já tem gente aí torcendo o nariz achando que vou falar que é Deus. Não, não poderia ser Deus. Ele está de férias nas Bahamas, em uma praia que ele criou só pra ele e com um clone da Tessália pra fazer alguns "trabalhos". Não, Deus não faria uma coisa dessas. Na verdade, ninguém em sã consciência faria algo assim, mas alguém fora de si faria. O culpado? O culpado é São Pedro que, não só deixou a torneira aberta por aqui, como ficou dando o rabo pra alguém e apoiou a cadeira na fenda que corta Porto Príncipe. O atrito de um mastro contra sua cavidade anal, e as perturbações sísmicas que isso provocou mexeu a falha. Em outras palavras... nem precisa, vocês entenderam.
Quando Deus voltar ele dá um jeito. Pedro vai ficar um ano sentado no obelisco do Ibirapuera, São Paulo vai ter sol initerrupto por sessenta dias e o Haiti, bom, quando eles voltarem a ficar de pé, Deus vai se pronunciar pedindo desculpas, vai se comprometer a não haver terremotos no Haiti por duzentos anos e dizer que a cura do câncer está na batata Ruffles.
Tá, sonhar ainda não paga imposto...
Assinar:
Postagens (Atom)




