Alguém já ouviu a expressão: " -- O Amor é lindo"? Acreditaram nela? Pois não deviam.
Sintoma de pessoa desequilibrada dizer isso, mas... O amor é uma merda.
Você conhece aquela pessoa na sua vida. Com o passar do tempo você adquire uma grande amizade pela pessoa; amizade essa que cresce, cresce ao ponto de deixar de ser amizade e ser outra coisa. Você vê que aquela pessoa passa a fazer parte da sua vida, de todos os seus momentos e conversas. Está falando de comida, quando se lembra que ela gosta de tal comida. Ou vê uma cor e lembra que ela adora aquela cor. Ou assiste Peter Pan e chora só de ver a Sininho, pois ela gosta de fadas.
Pode ser a pessoa mais fria do mundo, mas, se começa a gostar de alguém assim, você fica quase que um Pee Wee Herman. Não raciocina mais, só gosta.
Seu dia passa a ser vivido por ela, suas ações só têm sentido quando direcionadas a ela e tudo o que faz que não tenha ela no meio passa a ser triste e monótono, até mesmo ir pular de pára-quedas.
De repente, você vê que tem que dizer isso. Tem que expressar tudo o que pensa. Botar pra fora o que sente, numa vã ilusão de que vai adiantar de alguma coisa. Você escolhe o momento e as palavras, além da forma de dizer. Espera que tudo saia bem e que sua vida chatolina passe a ter algum sentido concreto. Diz e espera a resposta com aquela cara de otário que você jamais demonstraria se estivesse sóbrio. Resposta: não.
A amizade vai sempre persistir, mas seu amor foi quebrado por aquelas palavras : "só amigos". Seu coração é amassado com uma pesada marreta e seus sentimentos jogados no abismo da incompreensão. Se sente sozinho e abandonado por aquela pessoa a quem você fez tudo -- e a quem você continua fazendo, pois, amor ela nunca vai te dar, mas você ainda assim se sente bem só de olhar o rosto dela de feliz ao dizer "Obrigado". A cada vez que houve isso, seu coração despedaçado recebe uma lufada de ar e volta a bater, pra depois vê-la indo se sentar longe de ti e voltar ao estado de torpor que se tornou sua vida.
Seus amigos não entendem o motivo de sua tristeza e você, não querendo que mais ninguém saiba o quão otário você é, diz que não tem nada. Ora, claro que não tem nada, você está sozinho. O que você mais quer você nunca terá, já que não depende de ti.
Todas as noites antes de dormir você chora um pouco pela sua solidão e amaldiçoa todos que sorriram em seu dia, desrespeitando seu estado de luto amoroso. Depois de chorar você pensa no sorriso dela, na sua voz ou no toque de sua pele. Inconscientemente diz "Boa noite" pra ela, e dorme, adivinham sonhando com quem?
No outro dia você a vê: linda, exuberante, lançando seu charme por todos que passam. Ela cumprimenta a todos, inclusive a você. O cumprimento foi o mesmo, mas você acha que ela abraçou o outro por mais tempo do que a ti. Quase briga com amigos por estarem do lado dela. Vai mal nos estudos, briga com os pais e fica num senso de perseguição que a menor frase dela no orkut é sinal pra pensar que ela está tendo um caso -- como se você tivesse alguma coisa a ver com isso.
De repente sua depressão parece que sai e você parece que vai conseguir suportar a situação de tê-la ao seu lado sem tê-la com você, mas aí você repara que ela está junto demais de um outro amigo. Ora, o motivo pra não ficarem juntos foi porque eram amigos, mas porque que ela fica com ele? Então o problema afinal de contas está contigo, babaca. Acorda!
Você cai de novo na depressão. Seus amigos querem te tirar de lá, mas você -- de novo no maldito senso de perseguição -- acha que eles estão fazendo isso pra te ver melhor e ela finalmente conseguir ficar com seu amigo. Você cai mais fundo na depressão. Começa a beber nas madrugadas, pra tentar esquecer o quanto sua vida é inútil e desnecessária -- você é um problema pra ela e para seus amigos. Pela primeira vez você pensa em suicídio, algo que jamais tomaria como atitude racional, mas que agora faz todo o sentido.
Vê que ela começa a se separar de ti, pois você deixou de ser "O Amigo" pra passar a ser "O Paranóico". Vê ela parar de sorrir ao seu lado e todos cessarem as conversas assim que você chega, e recomeçarem-nas assim que você sai. Sua depressão passa a um ponto em que as ações são automáticas e suas respostas já não importam. Na verdade, nem mesmo as perguntas importam. Opinião alheia já era e tudo o que lhe aparece tanto faz. Seu poder de comunicação cai a níveis quase primatas e você às vezes se pega falando em sussurros ou apenas balançando a cabeça.
Qualquer coisa que te anime, logo é substituída pelo mesmo sentimento grotesco de solidão e você volta a se deprimir. Os amigos desistem de tentar te ajudar e você não pode culpá-los. Você ama de uma forma que preenche toda sua vida. Se tentar esquecer lhe tirar isso, sua vida se torna nada, e aí o quase inexistente motivo de viver passa a não mais existir e seus planos de sorrir novamente: esqueça.
Isso, caros leitores, é o amor em sua magnífica forma. Sim, pois os grandes filmes românticos com Sandra Bullock, por exemplo, mostram quando dá certo, mas e a outra parte? Mais amores dão errado do que certo. É difícil lançar duas flechas nos cantos opostos de um campo e conseguir que as pontas acertem uma na outra.
Querem uma dica sobre o amor? Vou dar uma e vejam se coloquem em prática logo de cara: Se o amor aparecer na sua frente: fure-o, alveje-o, enterre-o, e jogue cimento em cima, mas não sorria pra ele.
Que as músicas do Bon Jovi e Mr. Big o acompanhem nessa jornada escura. E vá em paz, colega solitário.
Já assistiu A História Sem Fim? Pois bem, você é o Mundo de Fantasia e à sua volta está O Nada. Tente escapar, mas saiba que não há pra onde fugir. Curta o momento, pois ele não vai durar muito.
Sintoma de pessoa desequilibrada dizer isso, mas... O amor é uma merda.
Você conhece aquela pessoa na sua vida. Com o passar do tempo você adquire uma grande amizade pela pessoa; amizade essa que cresce, cresce ao ponto de deixar de ser amizade e ser outra coisa. Você vê que aquela pessoa passa a fazer parte da sua vida, de todos os seus momentos e conversas. Está falando de comida, quando se lembra que ela gosta de tal comida. Ou vê uma cor e lembra que ela adora aquela cor. Ou assiste Peter Pan e chora só de ver a Sininho, pois ela gosta de fadas.
Pode ser a pessoa mais fria do mundo, mas, se começa a gostar de alguém assim, você fica quase que um Pee Wee Herman. Não raciocina mais, só gosta.
Seu dia passa a ser vivido por ela, suas ações só têm sentido quando direcionadas a ela e tudo o que faz que não tenha ela no meio passa a ser triste e monótono, até mesmo ir pular de pára-quedas.
De repente, você vê que tem que dizer isso. Tem que expressar tudo o que pensa. Botar pra fora o que sente, numa vã ilusão de que vai adiantar de alguma coisa. Você escolhe o momento e as palavras, além da forma de dizer. Espera que tudo saia bem e que sua vida chatolina passe a ter algum sentido concreto. Diz e espera a resposta com aquela cara de otário que você jamais demonstraria se estivesse sóbrio. Resposta: não.
A amizade vai sempre persistir, mas seu amor foi quebrado por aquelas palavras : "só amigos". Seu coração é amassado com uma pesada marreta e seus sentimentos jogados no abismo da incompreensão. Se sente sozinho e abandonado por aquela pessoa a quem você fez tudo -- e a quem você continua fazendo, pois, amor ela nunca vai te dar, mas você ainda assim se sente bem só de olhar o rosto dela de feliz ao dizer "Obrigado". A cada vez que houve isso, seu coração despedaçado recebe uma lufada de ar e volta a bater, pra depois vê-la indo se sentar longe de ti e voltar ao estado de torpor que se tornou sua vida.
Seus amigos não entendem o motivo de sua tristeza e você, não querendo que mais ninguém saiba o quão otário você é, diz que não tem nada. Ora, claro que não tem nada, você está sozinho. O que você mais quer você nunca terá, já que não depende de ti.
Todas as noites antes de dormir você chora um pouco pela sua solidão e amaldiçoa todos que sorriram em seu dia, desrespeitando seu estado de luto amoroso. Depois de chorar você pensa no sorriso dela, na sua voz ou no toque de sua pele. Inconscientemente diz "Boa noite" pra ela, e dorme, adivinham sonhando com quem?
No outro dia você a vê: linda, exuberante, lançando seu charme por todos que passam. Ela cumprimenta a todos, inclusive a você. O cumprimento foi o mesmo, mas você acha que ela abraçou o outro por mais tempo do que a ti. Quase briga com amigos por estarem do lado dela. Vai mal nos estudos, briga com os pais e fica num senso de perseguição que a menor frase dela no orkut é sinal pra pensar que ela está tendo um caso -- como se você tivesse alguma coisa a ver com isso.
De repente sua depressão parece que sai e você parece que vai conseguir suportar a situação de tê-la ao seu lado sem tê-la com você, mas aí você repara que ela está junto demais de um outro amigo. Ora, o motivo pra não ficarem juntos foi porque eram amigos, mas porque que ela fica com ele? Então o problema afinal de contas está contigo, babaca. Acorda!
Você cai de novo na depressão. Seus amigos querem te tirar de lá, mas você -- de novo no maldito senso de perseguição -- acha que eles estão fazendo isso pra te ver melhor e ela finalmente conseguir ficar com seu amigo. Você cai mais fundo na depressão. Começa a beber nas madrugadas, pra tentar esquecer o quanto sua vida é inútil e desnecessária -- você é um problema pra ela e para seus amigos. Pela primeira vez você pensa em suicídio, algo que jamais tomaria como atitude racional, mas que agora faz todo o sentido.
Vê que ela começa a se separar de ti, pois você deixou de ser "O Amigo" pra passar a ser "O Paranóico". Vê ela parar de sorrir ao seu lado e todos cessarem as conversas assim que você chega, e recomeçarem-nas assim que você sai. Sua depressão passa a um ponto em que as ações são automáticas e suas respostas já não importam. Na verdade, nem mesmo as perguntas importam. Opinião alheia já era e tudo o que lhe aparece tanto faz. Seu poder de comunicação cai a níveis quase primatas e você às vezes se pega falando em sussurros ou apenas balançando a cabeça.
Qualquer coisa que te anime, logo é substituída pelo mesmo sentimento grotesco de solidão e você volta a se deprimir. Os amigos desistem de tentar te ajudar e você não pode culpá-los. Você ama de uma forma que preenche toda sua vida. Se tentar esquecer lhe tirar isso, sua vida se torna nada, e aí o quase inexistente motivo de viver passa a não mais existir e seus planos de sorrir novamente: esqueça.
Isso, caros leitores, é o amor em sua magnífica forma. Sim, pois os grandes filmes românticos com Sandra Bullock, por exemplo, mostram quando dá certo, mas e a outra parte? Mais amores dão errado do que certo. É difícil lançar duas flechas nos cantos opostos de um campo e conseguir que as pontas acertem uma na outra.
Querem uma dica sobre o amor? Vou dar uma e vejam se coloquem em prática logo de cara: Se o amor aparecer na sua frente: fure-o, alveje-o, enterre-o, e jogue cimento em cima, mas não sorria pra ele.
Que as músicas do Bon Jovi e Mr. Big o acompanhem nessa jornada escura. E vá em paz, colega solitário.
Já assistiu A História Sem Fim? Pois bem, você é o Mundo de Fantasia e à sua volta está O Nada. Tente escapar, mas saiba que não há pra onde fugir. Curta o momento, pois ele não vai durar muito.
Marcadores: amor
É óbvio que todo mundo já andou alguma vez na vida nos coletivos espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Faz quase que parte da cultura humana andarmos juntos, todos apertados e reclamando dentro de uma caixa de metal e plástico com pinos pra segurar. Muito bonitos.
Mas, se você olhar de outro modo, os ônibus não são apenas meios de transporte, são verdadeiras comunidades. Se você sempre pega ônibus em um horário serão sempre as mesmas pessoas, o mesmo cobrador e o mesmo motorista; quase como um pequeno vilarejo ambulante onde todos se conhecem, embora nem sempre falem um com o outro. E, claro, essa comuna ambulante tem seus momentos hilários e eu pareço causar alguns deles. Vou enumerar alguns pra vocês.
Tenho a mania de andar de fones de ouvido por dois motivos: 1º = amo ouvir música; sou um completo viciado em vários gêneros. Se eu for ver um filme uma das primeiras coisas que procuro é a trilha sonora pra já ir curtindo. 2º = pra ninguém falar comigo. Posso ser uma pessoa bem comunicativa e que gosta de ajudar, mas detesto bater papo na fila do ônibus, pois os papos são sempre os mesmos: esse ônibus demora pra sair (tem hora marcada pra sair), o motorista é lento (com o trânsito de São Paulo ele já faz milagre por andar). Nessa de ficar ouvindo música, teve um dia em que eu sentei lá pelo meio do ônibus, que estava lotado, e coloquei Mr. Big. Adoro Mr. Big e tava tocando Wild World, eu não aguentei e comecei a mexer os lábios enquanto escutava. De repente reparei que as pessoas estavam me olhando, e só então reparei que eu estava cantando quase que a plenos pulmões "Uh, baby, baby, it's a wild world!!!" Minha cara foi lá embaixo, claro. Calei a boca, virei pro canto e fingi o mais que pude que eu estava dormindo. Claro que não colou.
Teve outro dia em que eu estava na fila do ônibus esperando os 15 minutos de sempre pra ele sair. Mas eu não estava sozinho. Tinha uma senhora de uns sessenta anos ou mais, e ela estava me encarando. Não que eu não estivesse gostando, era uma senhora de sessenta anos linda, com cabelos quase inteiramente brancos, pele cheia de manchas senis, saiote e meia. Pegável, sabe?... kkkk Bom, acontece que por mais que eu me virasse, olhasse pra outro lado, fizesse cara feia, a danada não parava de me olhar. O que eu tinha, remédio pra osteoporose colado no peito? Por já não aguentar mais aquilo eu cheguei perto dela com um passo, enquanto olhava pro outro lado. Assim que estava perto o bastante dela eu me virei com tudo e disse: Bu! A velha levou um susto menor do que eu pensava, mas funcionou, ela parou de me olhar... Se bem que deve ter achado que eu era um doente mental. Tô nem aí. Outro dia subi e ela estava lá de novo. Passei em frente a ela sorrindo e ela também o fez. Dissemos bom dia um pro outro e acho que fiz uma amiga. Viu como ser mal educado nem sempre é sinal de descortesia?
Mas houve, há três dias, um caso um pouco mais chato. Eu entrei no ônibus e fechei a janela, pois estava chovendo. Sentei, encostei meus joelhos no banco da frente e dormi, mas fui acordado o que deve ter sido uns 20 minutos depois com água na cara. Um senhor com uma barriga enorme e um horrível bigode havia aberto a janela. Imediatamente eu a fechei. Vou narrar pra vocês o ocorrido:
"--Eu quero a janela aberta -- disse ele com aquela voz de calango seco enquanto abria a janela novamente.
-- Claro, não está chovendo em você -- respondi eu ainda sentado.
-- Você é feito de açúcar por acaso?
-- Claro, sou um doce de pessoa -- e fechei a janela com força e o encarei."
A mulher que estava ao meu lado só faltou ter uma síncope com o "doce de pessoa" que eu falei na lata. O cara calou a boca e prosseguimos a viagem sem mais água.
Há casos em que me dou bem, como no caso que me ocorreu nessa última quarta na volta pra casa. Resolvi ir no primeiro ônibus em pé pra chegar mais rápido em casa. Fiquei naquela parte da sanfona do meio do ônibus, que foi-se enchendo e enchendo, cada vez mais. Quando me deparei, estava com gente até pisando no meu All Star. Claro que numa situação dessas não há lugar para olhar, então olhamos pro que aparece: uma ponta de janela, um sapato, para a porta, ou pra alguma bunda bonita. Mas acontece que de um lugar para o outro eu passei meu olhar por uma garota duas vezes, e isso irritou-a:
"-- Por que você está me olhando tanto? -- perguntou-me ela, e eu mandei na lata, como sempre me acontece.
-- Olhe, não tem muito lugar pra olhar aqui, então fica entre o duto de ventilação do ônibus ou seu rosto, mas seu sorriso é muito mais simpático que o dele."
Ela sorriu, junto com mais umas três pessoas que escutaram, e eu pude ver que o sorriso dela era simpático mesmo. Depois disso eu não olhei mais pra ela. Ela procurava barraco quando começou a falar, e não seria eu a transformar isso em outra coisa. Começou mal, que acabe ali mesmo.
Teve uma vez em que eu estava com muito sono, pois não havia dormido nada bem por culpa de uns gatos no telhado. Recostei minha cabeça no banco e cochilei, mas aparentemente foi mais que isso, pois eu acordei e vi que as pessoas estavam me olhando. Eu havia roncado no ônibus.
Mas, há situações e que me dou bem, mas que me sinto estranho.
Estava eu voltando pra casa, quando entra no ônibus uma mulher e um homem, que notei serem casados por causa das alianças -- tenho mania de notar isso do mesmo jeito que noto placas de carro. Ele entrou na frente e se sentou no canto esquerdo do ônibus, lá no fundão, enquanto eu estava no direito. Ao invés dela se sentar no meio, ela se sentou ao meu lado. Tudo bem, sente onde quiser. Assim que o ônibus encheu o marido começou a dormir -- dormia a sono solto mesmo, uma coisa que eu costumeiramente faço --, do nada, sinto alguém mexendo na minha bunda. Era ela. Ela só esperou o marido dormir pra passar a mão na minha bunda. Não fazia mais nada, só passava a mão e estava sorrindo. Naquela situação eu não tava nem aí se estava com a mão na minha bunda -- quer passar a mão, fique à vontade --, eu só estava pensando no caso do marido acordar, quem apanhava mais, ela ou eu? Ela sorrindo e eu rindo do meu pensamento. As pessoas que estavam ao redor estavam vendo e riam também, pois era uma cena digamos inusitada para o fundão cheio do ônibus. E durou quase a viagem toda, pois o cara acordou. Ela puxou a mão na hora e uns dois pontos depois ela desceu. Eu fiquei lá em posição de sentido -- tava gostoso -- e com as pessoas me olhando. Fechei os olhos e tentei pensar em margaridas, mas a imagem daquela mulher me passando a mão ainda estava na cabeça e o calor da mão dela na minha bunda.
Mas, assim como me dou bem, me dou mal.
Teve um dia que eu estava voltando do curso e entrei no ônibus com meus amigos. Ficamos na parte da sanfona só de sacanagem, pois o ônibus estava parcialmente vazio. Mas havia um cara em particular que não parava de olhar pra mim. Vestia um paletó preto, com camisa também preta e uma gravata de um vermelho vivo. Mas ele não estava me olhando como a velhinha, ele mordia o lábio inferior. Aquilo me deixou nervoso ao ponto de também olhar pra ele, pra ver se o cara parava, mas nada. Foi assim até ele descer. Hoje quando saio naquele horário olho a lateral do ônibus pra ver se ele está lá, apesar de vez ou outra ainda dar de cara com ele. Por mais que eu seja doidinho, pra cama com ele é que eu não vou.
Ou teve o dia em que entrou um bêbado no ônibus e começou a conversar com outro cara sobre mim. Eu estava sentado naquele banco invertido do ônibus, com as pernas viradas para a parte debaixo do banco e as mãos cruzadas em cima da bolsa. Admito, a posição era suspeita. E o bêbado filho da puta ficou falando com o outro:
"-- Isso aí é mulher, é? Não, isso aí é bicha! Se eu tenho um filho assim eu mato ele de pancada. Olha só a perninha cruzada pra trás. E essa mão em cima da bolsa. Nunca vi mais gay." Gente, juro que nunca me segurei tanto pra não quebrar a cara de alguém. Sorte a minha (ou seria a dele...?) que ele desceu alguns pontos depois. Juro, eu iria transformar a boca dele em pasta de cevada -- ele tava bebendo cerveja. As pessoas vendo minha cara de poucos amigos nem sequer olharam pra mim. Segui o resto da viagem pensando que deveria ter quebrado pelo menos o nariz ou um dente dele.
Realmente, se dar mal é comigo mesmo. Não há situação em que eu fique bem. Já cai dentro do ônibus, já fiquei preso na porta, já sentei em cima e quebrei um guarda-chuva quando o ônibus arrancou, já cai em cima das pessoas, já quebrei uma poltrona do ônibus -- eu sentei e ela partiu. Enfim, jamais me dou bem -- realmente bem, pelo menos. Ainda está pra vir o dia em que receberei uma "paga justa" por tanta "saia justa" que me ocorreu. Preciso de um carro, urgente. Mas, do jeito que a sorte está caminhando longe de mim, assim que eu comprar um os sistemas viários passam a ser computadorizados e eu terei que vender o carro e andar novamente de ônibus. Espero que sem a velhinha do bu, sem o tio chato que abriu a janela, sem o gay que me queria, sem a garota irritada do sorriso simpático e sem o bêbado filho da puta. A mulher tarada e a música do Mr. Big podem ficar. Quem sabe ouvindo Wild World ela não arranha minha bunda?
Mas, se você olhar de outro modo, os ônibus não são apenas meios de transporte, são verdadeiras comunidades. Se você sempre pega ônibus em um horário serão sempre as mesmas pessoas, o mesmo cobrador e o mesmo motorista; quase como um pequeno vilarejo ambulante onde todos se conhecem, embora nem sempre falem um com o outro. E, claro, essa comuna ambulante tem seus momentos hilários e eu pareço causar alguns deles. Vou enumerar alguns pra vocês.
Tenho a mania de andar de fones de ouvido por dois motivos: 1º = amo ouvir música; sou um completo viciado em vários gêneros. Se eu for ver um filme uma das primeiras coisas que procuro é a trilha sonora pra já ir curtindo. 2º = pra ninguém falar comigo. Posso ser uma pessoa bem comunicativa e que gosta de ajudar, mas detesto bater papo na fila do ônibus, pois os papos são sempre os mesmos: esse ônibus demora pra sair (tem hora marcada pra sair), o motorista é lento (com o trânsito de São Paulo ele já faz milagre por andar). Nessa de ficar ouvindo música, teve um dia em que eu sentei lá pelo meio do ônibus, que estava lotado, e coloquei Mr. Big. Adoro Mr. Big e tava tocando Wild World, eu não aguentei e comecei a mexer os lábios enquanto escutava. De repente reparei que as pessoas estavam me olhando, e só então reparei que eu estava cantando quase que a plenos pulmões "Uh, baby, baby, it's a wild world!!!" Minha cara foi lá embaixo, claro. Calei a boca, virei pro canto e fingi o mais que pude que eu estava dormindo. Claro que não colou.
Teve outro dia em que eu estava na fila do ônibus esperando os 15 minutos de sempre pra ele sair. Mas eu não estava sozinho. Tinha uma senhora de uns sessenta anos ou mais, e ela estava me encarando. Não que eu não estivesse gostando, era uma senhora de sessenta anos linda, com cabelos quase inteiramente brancos, pele cheia de manchas senis, saiote e meia. Pegável, sabe?... kkkk Bom, acontece que por mais que eu me virasse, olhasse pra outro lado, fizesse cara feia, a danada não parava de me olhar. O que eu tinha, remédio pra osteoporose colado no peito? Por já não aguentar mais aquilo eu cheguei perto dela com um passo, enquanto olhava pro outro lado. Assim que estava perto o bastante dela eu me virei com tudo e disse: Bu! A velha levou um susto menor do que eu pensava, mas funcionou, ela parou de me olhar... Se bem que deve ter achado que eu era um doente mental. Tô nem aí. Outro dia subi e ela estava lá de novo. Passei em frente a ela sorrindo e ela também o fez. Dissemos bom dia um pro outro e acho que fiz uma amiga. Viu como ser mal educado nem sempre é sinal de descortesia?
Mas houve, há três dias, um caso um pouco mais chato. Eu entrei no ônibus e fechei a janela, pois estava chovendo. Sentei, encostei meus joelhos no banco da frente e dormi, mas fui acordado o que deve ter sido uns 20 minutos depois com água na cara. Um senhor com uma barriga enorme e um horrível bigode havia aberto a janela. Imediatamente eu a fechei. Vou narrar pra vocês o ocorrido:
"--Eu quero a janela aberta -- disse ele com aquela voz de calango seco enquanto abria a janela novamente.
-- Claro, não está chovendo em você -- respondi eu ainda sentado.
-- Você é feito de açúcar por acaso?
-- Claro, sou um doce de pessoa -- e fechei a janela com força e o encarei."
A mulher que estava ao meu lado só faltou ter uma síncope com o "doce de pessoa" que eu falei na lata. O cara calou a boca e prosseguimos a viagem sem mais água.
Há casos em que me dou bem, como no caso que me ocorreu nessa última quarta na volta pra casa. Resolvi ir no primeiro ônibus em pé pra chegar mais rápido em casa. Fiquei naquela parte da sanfona do meio do ônibus, que foi-se enchendo e enchendo, cada vez mais. Quando me deparei, estava com gente até pisando no meu All Star. Claro que numa situação dessas não há lugar para olhar, então olhamos pro que aparece: uma ponta de janela, um sapato, para a porta, ou pra alguma bunda bonita. Mas acontece que de um lugar para o outro eu passei meu olhar por uma garota duas vezes, e isso irritou-a:
"-- Por que você está me olhando tanto? -- perguntou-me ela, e eu mandei na lata, como sempre me acontece.
-- Olhe, não tem muito lugar pra olhar aqui, então fica entre o duto de ventilação do ônibus ou seu rosto, mas seu sorriso é muito mais simpático que o dele."
Ela sorriu, junto com mais umas três pessoas que escutaram, e eu pude ver que o sorriso dela era simpático mesmo. Depois disso eu não olhei mais pra ela. Ela procurava barraco quando começou a falar, e não seria eu a transformar isso em outra coisa. Começou mal, que acabe ali mesmo.
Teve uma vez em que eu estava com muito sono, pois não havia dormido nada bem por culpa de uns gatos no telhado. Recostei minha cabeça no banco e cochilei, mas aparentemente foi mais que isso, pois eu acordei e vi que as pessoas estavam me olhando. Eu havia roncado no ônibus.
Mas, há situações e que me dou bem, mas que me sinto estranho.
Estava eu voltando pra casa, quando entra no ônibus uma mulher e um homem, que notei serem casados por causa das alianças -- tenho mania de notar isso do mesmo jeito que noto placas de carro. Ele entrou na frente e se sentou no canto esquerdo do ônibus, lá no fundão, enquanto eu estava no direito. Ao invés dela se sentar no meio, ela se sentou ao meu lado. Tudo bem, sente onde quiser. Assim que o ônibus encheu o marido começou a dormir -- dormia a sono solto mesmo, uma coisa que eu costumeiramente faço --, do nada, sinto alguém mexendo na minha bunda. Era ela. Ela só esperou o marido dormir pra passar a mão na minha bunda. Não fazia mais nada, só passava a mão e estava sorrindo. Naquela situação eu não tava nem aí se estava com a mão na minha bunda -- quer passar a mão, fique à vontade --, eu só estava pensando no caso do marido acordar, quem apanhava mais, ela ou eu? Ela sorrindo e eu rindo do meu pensamento. As pessoas que estavam ao redor estavam vendo e riam também, pois era uma cena digamos inusitada para o fundão cheio do ônibus. E durou quase a viagem toda, pois o cara acordou. Ela puxou a mão na hora e uns dois pontos depois ela desceu. Eu fiquei lá em posição de sentido -- tava gostoso -- e com as pessoas me olhando. Fechei os olhos e tentei pensar em margaridas, mas a imagem daquela mulher me passando a mão ainda estava na cabeça e o calor da mão dela na minha bunda.
Mas, assim como me dou bem, me dou mal.
Teve um dia que eu estava voltando do curso e entrei no ônibus com meus amigos. Ficamos na parte da sanfona só de sacanagem, pois o ônibus estava parcialmente vazio. Mas havia um cara em particular que não parava de olhar pra mim. Vestia um paletó preto, com camisa também preta e uma gravata de um vermelho vivo. Mas ele não estava me olhando como a velhinha, ele mordia o lábio inferior. Aquilo me deixou nervoso ao ponto de também olhar pra ele, pra ver se o cara parava, mas nada. Foi assim até ele descer. Hoje quando saio naquele horário olho a lateral do ônibus pra ver se ele está lá, apesar de vez ou outra ainda dar de cara com ele. Por mais que eu seja doidinho, pra cama com ele é que eu não vou.
Ou teve o dia em que entrou um bêbado no ônibus e começou a conversar com outro cara sobre mim. Eu estava sentado naquele banco invertido do ônibus, com as pernas viradas para a parte debaixo do banco e as mãos cruzadas em cima da bolsa. Admito, a posição era suspeita. E o bêbado filho da puta ficou falando com o outro:
"-- Isso aí é mulher, é? Não, isso aí é bicha! Se eu tenho um filho assim eu mato ele de pancada. Olha só a perninha cruzada pra trás. E essa mão em cima da bolsa. Nunca vi mais gay." Gente, juro que nunca me segurei tanto pra não quebrar a cara de alguém. Sorte a minha (ou seria a dele...?) que ele desceu alguns pontos depois. Juro, eu iria transformar a boca dele em pasta de cevada -- ele tava bebendo cerveja. As pessoas vendo minha cara de poucos amigos nem sequer olharam pra mim. Segui o resto da viagem pensando que deveria ter quebrado pelo menos o nariz ou um dente dele.
Realmente, se dar mal é comigo mesmo. Não há situação em que eu fique bem. Já cai dentro do ônibus, já fiquei preso na porta, já sentei em cima e quebrei um guarda-chuva quando o ônibus arrancou, já cai em cima das pessoas, já quebrei uma poltrona do ônibus -- eu sentei e ela partiu. Enfim, jamais me dou bem -- realmente bem, pelo menos. Ainda está pra vir o dia em que receberei uma "paga justa" por tanta "saia justa" que me ocorreu. Preciso de um carro, urgente. Mas, do jeito que a sorte está caminhando longe de mim, assim que eu comprar um os sistemas viários passam a ser computadorizados e eu terei que vender o carro e andar novamente de ônibus. Espero que sem a velhinha do bu, sem o tio chato que abriu a janela, sem o gay que me queria, sem a garota irritada do sorriso simpático e sem o bêbado filho da puta. A mulher tarada e a música do Mr. Big podem ficar. Quem sabe ouvindo Wild World ela não arranha minha bunda?
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Já vou avisando aos leitores que o título não é apenas ilustrativo, vou falar de sexo. Se você é um puritano que transou de menos, um velho que já transou demais e hoje não faz nada, ou um adolescente que achou esse post na net e neste momento está com as mãos em outro lugar, eu aconselho a não lerem. O puritano vai ouvir demais, o velho não vai achar nada de interessante e o adolescente com as mãos no Cacete vai ficar decepcionado, pois trata-se de uma "análise" e não de um conto erótico.
Se lhes fosse dado a capacidade de modificar algumas coisas na fisiologia humana, o que vocês fariam? Não sabem, pois eu tenho algumas idéias.
Não sou Deus -- nem acredito no bicho --, mas acho que se houver um ele devia estar ou de ressaca ou ainda bêbado da comemoração da criação do mundo. O cara tava muito chapado pra fazer certas coisas. O pênis é muito feio, gente. Já seria feio por si só, mas tem duas bolas penduradas em uma bolsa que se estica ou se encolhe por diversos fatores, como o frio, o calor, a cueca, o nervosismo e afins. Vai ser estranho assim no inferno! A vagina eu não reclamo muito. É prática, versátil, tem cheiro melhor e é até bonita -- algumas claro, têm outras que lembram um demônio da Tasmânia, ou a floresta do Congo vista de cima. Nada mudaria na aparência.
Mas mudaria uma coisinha apenas nesse aspecto, e creio que homens e mulheres hão de concordar comigo: o orgasmo é curto demais. Tá, ninguém que tá lá sentindo sabe muito bem quanto tempo dura, e nem vai parar pra contar, mesmo se pudesse, mas sabe que é a melhor sensação do mundo e que é curta.
Pensem comigo: se ao invés desse instante de nirvana, tivéssemos uma hora de orgasmo? Seria a maior viagem do mundo e ajudaria o mundo de diversas formas. Veja assim, se o orgasmo durasse uma hora não poderíamos transar na hora do almoço com nossas secretárias, nem nossas mulheres com os estagiários delas. Não daria tempo. Hoje fazem porque sexo é coisa de minutos; depois de uns cinco, arruma-se o cabelo, veste-se as calças e tá novo e feliz. Casamentos seriam salvos e até mesmo diminuiríamos o consumo de drogas. Claro, quem vai comprar uma dose por R$ 50 se pode transar com a mulher de graça, fazê-la feliz e ter uma viagem de uma hora?
O que eu mudaria também é o tempo que a mulher precisa para ficar devidamente excitada. Sério, qualquer moleque -- até o adolescente que eu falei pra parar de ler no começo -- sabe que, quando a barraca arma, tá tudo pronto pro espetáculo. Não precisa de ensaio nem de estímulo: o cérebro faz isso. A mulher precisa de muita coisa. Ou ela transa com alguém que já fez e que sabe como dar prazer a ela, ou ela terá sempre o que eu chamo de pré-orgasmo: quando ela começa a ficar quente, o cara já tá acabado e "acabando". Resultado: ela fica insatisfeita e ele sai como ruim de cama. Se pudéssemos diminuir os tempo da preliminar para, digamos, cinco minutos e tivéssemos o orgasmo de uma hora, essa mulher sairia com um sorriso de orelha a orelha, todos os homens seriam bons de cama e o mundo sorriria mais.
Agora, adolescente tarado, guarde essa coisa de volta dentro das calças e vá ler Harry Potter.
Se lhes fosse dado a capacidade de modificar algumas coisas na fisiologia humana, o que vocês fariam? Não sabem, pois eu tenho algumas idéias.
Não sou Deus -- nem acredito no bicho --, mas acho que se houver um ele devia estar ou de ressaca ou ainda bêbado da comemoração da criação do mundo. O cara tava muito chapado pra fazer certas coisas. O pênis é muito feio, gente. Já seria feio por si só, mas tem duas bolas penduradas em uma bolsa que se estica ou se encolhe por diversos fatores, como o frio, o calor, a cueca, o nervosismo e afins. Vai ser estranho assim no inferno! A vagina eu não reclamo muito. É prática, versátil, tem cheiro melhor e é até bonita -- algumas claro, têm outras que lembram um demônio da Tasmânia, ou a floresta do Congo vista de cima. Nada mudaria na aparência.
Mas mudaria uma coisinha apenas nesse aspecto, e creio que homens e mulheres hão de concordar comigo: o orgasmo é curto demais. Tá, ninguém que tá lá sentindo sabe muito bem quanto tempo dura, e nem vai parar pra contar, mesmo se pudesse, mas sabe que é a melhor sensação do mundo e que é curta.
Pensem comigo: se ao invés desse instante de nirvana, tivéssemos uma hora de orgasmo? Seria a maior viagem do mundo e ajudaria o mundo de diversas formas. Veja assim, se o orgasmo durasse uma hora não poderíamos transar na hora do almoço com nossas secretárias, nem nossas mulheres com os estagiários delas. Não daria tempo. Hoje fazem porque sexo é coisa de minutos; depois de uns cinco, arruma-se o cabelo, veste-se as calças e tá novo e feliz. Casamentos seriam salvos e até mesmo diminuiríamos o consumo de drogas. Claro, quem vai comprar uma dose por R$ 50 se pode transar com a mulher de graça, fazê-la feliz e ter uma viagem de uma hora?
O que eu mudaria também é o tempo que a mulher precisa para ficar devidamente excitada. Sério, qualquer moleque -- até o adolescente que eu falei pra parar de ler no começo -- sabe que, quando a barraca arma, tá tudo pronto pro espetáculo. Não precisa de ensaio nem de estímulo: o cérebro faz isso. A mulher precisa de muita coisa. Ou ela transa com alguém que já fez e que sabe como dar prazer a ela, ou ela terá sempre o que eu chamo de pré-orgasmo: quando ela começa a ficar quente, o cara já tá acabado e "acabando". Resultado: ela fica insatisfeita e ele sai como ruim de cama. Se pudéssemos diminuir os tempo da preliminar para, digamos, cinco minutos e tivéssemos o orgasmo de uma hora, essa mulher sairia com um sorriso de orelha a orelha, todos os homens seriam bons de cama e o mundo sorriria mais.
Agora, adolescente tarado, guarde essa coisa de volta dentro das calças e vá ler Harry Potter.
Marcadores: sexo
Uma das coisas mais interessantes que o ser humano já inventou foi a música, vocês não acham? Acalma, nos deixa em um estado totalmente relaxados. Não é mesmo? Vocês passam por isso? Que bom, pois eu não.
Hoje, em frente a minha casa parou um carro. Vou ficar devendo qual o modelo do carro, mas sei que era de pobre. Como sei? Ora, pela música. Estava eu curtindo um doce episódio de Supernatural com meus pais (é eles assistem, são bem descolados), mas fomos interrompidos pela seguinte frase digna de Kant: "-- Eu puxo o seu cabelo, faço o que você gosta, dou tapa na bundinha, vou de frente vou de costas[...]" Me senti nas nuvens, óbvio.
Creio que todos temos o direito de escutar o que queremos na hora que queremos, sem nem mesmo pedir permissão. Claro, o ouvido é meu e faço o que quero. Mas, pense, eu tenho meu ouvido que gosto de regar ao som de Bon Jovi (sim, Bon Jovi...), Mr. Big, Van Halen e afins. Se o cara gosta de ouvir merda, enfie a porra do fone no ouvido e se mata de tanto ouvir isso, caralho. Simples, não?
Mas meu bairro (na verdade eu diria que fui privilegiado, é só minha rua), nunca foi um local muito humano. Há crianças tão estranhas que jogam bola o dia todo. Aí você me pergunta "--Qual o mal disso?" e eu te respondo: nenhum, se elas tivessem um objetivo pelo menos. Elas não brincam de pelada, ou gol a gol como na minha época -- acho que nem é pra tanto, crianças normais ainda jogam assim --, elas simplesmente miram em um ponto e chutam. Isso mesmo, elas passam o dia todo chutando a bola em uma parede. Parece um jogo de doentes mentais, fazendo ações repetitivas o dia todo. Elas gritam quando a bola acerta onde querem e gritam ainda mais quando ela não acerta. Todas fazem isso, será que só eu vejo que isso é loucura?
Voltando a música...
O som não ficou somente naquela não, depois veio uma que fez meus cabelos da nuca se arrepiarem. Vejam um pedaço: "-- A fiel diz ele é meu, a amante diz ele é nosso. Não sou de ninguém, eu 'tô na pista pra negócio [...]" Gente... homem brigar por mulher é a coisa mais antiga do mundo. Está no nosso sangue, mas as mulheres são por natureza belas e com mais classe que nós homens, tanto que eu acho toda mulher mais inteligente que qualquer homem, por que só pra começar ela sabe a diferença entre querer e poder. Mas as mulheres dessa música são duas leoas brigando por um pedaço de carne de terceira. Sim, terceira, pois um homem que diz isso de si próprio é um pedaço de carne. Não sou puritano (eu puritano...) dizendo que devemos agir como Amish; devemos ser safados, mas com o mínimo de decência.
Bom... após a grande performance musical com essas duas pérolas brasileiras, meus pais retiraram o Supernatural e foram fazer suas tarefas do dia (domingo, única tarefa é deitar). Assim que tiramos o DVD o carro saiu. Ahhhhhh, que pena, eu estava começando a rebolar...
Hoje, em frente a minha casa parou um carro. Vou ficar devendo qual o modelo do carro, mas sei que era de pobre. Como sei? Ora, pela música. Estava eu curtindo um doce episódio de Supernatural com meus pais (é eles assistem, são bem descolados), mas fomos interrompidos pela seguinte frase digna de Kant: "-- Eu puxo o seu cabelo, faço o que você gosta, dou tapa na bundinha, vou de frente vou de costas[...]" Me senti nas nuvens, óbvio.
Creio que todos temos o direito de escutar o que queremos na hora que queremos, sem nem mesmo pedir permissão. Claro, o ouvido é meu e faço o que quero. Mas, pense, eu tenho meu ouvido que gosto de regar ao som de Bon Jovi (sim, Bon Jovi...), Mr. Big, Van Halen e afins. Se o cara gosta de ouvir merda, enfie a porra do fone no ouvido e se mata de tanto ouvir isso, caralho. Simples, não?
Mas meu bairro (na verdade eu diria que fui privilegiado, é só minha rua), nunca foi um local muito humano. Há crianças tão estranhas que jogam bola o dia todo. Aí você me pergunta "--Qual o mal disso?" e eu te respondo: nenhum, se elas tivessem um objetivo pelo menos. Elas não brincam de pelada, ou gol a gol como na minha época -- acho que nem é pra tanto, crianças normais ainda jogam assim --, elas simplesmente miram em um ponto e chutam. Isso mesmo, elas passam o dia todo chutando a bola em uma parede. Parece um jogo de doentes mentais, fazendo ações repetitivas o dia todo. Elas gritam quando a bola acerta onde querem e gritam ainda mais quando ela não acerta. Todas fazem isso, será que só eu vejo que isso é loucura?
Voltando a música...
O som não ficou somente naquela não, depois veio uma que fez meus cabelos da nuca se arrepiarem. Vejam um pedaço: "-- A fiel diz ele é meu, a amante diz ele é nosso. Não sou de ninguém, eu 'tô na pista pra negócio [...]" Gente... homem brigar por mulher é a coisa mais antiga do mundo. Está no nosso sangue, mas as mulheres são por natureza belas e com mais classe que nós homens, tanto que eu acho toda mulher mais inteligente que qualquer homem, por que só pra começar ela sabe a diferença entre querer e poder. Mas as mulheres dessa música são duas leoas brigando por um pedaço de carne de terceira. Sim, terceira, pois um homem que diz isso de si próprio é um pedaço de carne. Não sou puritano (eu puritano...) dizendo que devemos agir como Amish; devemos ser safados, mas com o mínimo de decência.
Bom... após a grande performance musical com essas duas pérolas brasileiras, meus pais retiraram o Supernatural e foram fazer suas tarefas do dia (domingo, única tarefa é deitar). Assim que tiramos o DVD o carro saiu. Ahhhhhh, que pena, eu estava começando a rebolar...
Marcadores: musica
Quem já viu minhas outras postagens deve ter reparado que esse blog não se destina a nada maior ou de utilidade pública, é simplesmente pra jogar todas as contestações ou idéias malucas que passam pela minha cabeça maluca. Esse blog é sobre mim, simples assim.
Claro, devem estar dizendo ou pensando algo como: "--O cara adora o som da própria voz". Não estão errados, gosto mesmo. Acho que falar sozinho é uma das coisas mais saudáveis que existem, pelo menos só me faz bem (se bem que eu sou meio lunático, mas isso não vem ao caso). Penso que as pessoas deveriam falar menos umas com as outras, pois assim não surgiriam divergências. É no falar que surgem os problemas. Se fôssemos uma sociedade muda e sem braços -- que nos impediria de fazer sinais -- seríamos um povo pacífico... Se bem que acabaríamos achando jeitos de xingar com o rosto, com a língua, pernas ou outras partes, mas demoraria até inventar. Ganharíamos uns 50 anos de evolução pacífica enquanto inventaríamos um novo gesto para o " tomar no cu", hoje representado pela imagem.
Quando entrarem nesse blog verão um cara descarregando em tudo e em todos sobre tudo e sobre todos. Isso aqui não é comunitário, é meu; sobre mim.
Isso sim é uma crítica a algo que aconteceu. Uma pessoa veio me falar pra escrever coisas mais interessantes. Ora, quer coisa interessante então vá ler Mundo Estranho ou um livro do C. Clark. Aqui só vai achar besteira.
Quer saber, vá a merda você e suas opiniões. Viva La Vida -- La Tua Vida. Quando sentir que quer entrar no meu blog não entre Dra. de Merda. Fique com seus CD's do Zeca Baleiro e Ana Carolina. Quem sabe você não se suicida antes de mim e ficamos felizes assim com nossos destinos: eu sem seus comentários e você sem sua vida.
Claro, devem estar dizendo ou pensando algo como: "--O cara adora o som da própria voz". Não estão errados, gosto mesmo. Acho que falar sozinho é uma das coisas mais saudáveis que existem, pelo menos só me faz bem (se bem que eu sou meio lunático, mas isso não vem ao caso). Penso que as pessoas deveriam falar menos umas com as outras, pois assim não surgiriam divergências. É no falar que surgem os problemas. Se fôssemos uma sociedade muda e sem braços -- que nos impediria de fazer sinais -- seríamos um povo pacífico... Se bem que acabaríamos achando jeitos de xingar com o rosto, com a língua, pernas ou outras partes, mas demoraria até inventar. Ganharíamos uns 50 anos de evolução pacífica enquanto inventaríamos um novo gesto para o " tomar no cu", hoje representado pela imagem.
Quando entrarem nesse blog verão um cara descarregando em tudo e em todos sobre tudo e sobre todos. Isso aqui não é comunitário, é meu; sobre mim.
Isso sim é uma crítica a algo que aconteceu. Uma pessoa veio me falar pra escrever coisas mais interessantes. Ora, quer coisa interessante então vá ler Mundo Estranho ou um livro do C. Clark. Aqui só vai achar besteira.
Quer saber, vá a merda você e suas opiniões. Viva La Vida -- La Tua Vida. Quando sentir que quer entrar no meu blog não entre Dra. de Merda. Fique com seus CD's do Zeca Baleiro e Ana Carolina. Quem sabe você não se suicida antes de mim e ficamos felizes assim com nossos destinos: eu sem seus comentários e você sem sua vida.
Marcadores: comentários
Claro que todos nós já ligamos a TV e vimos um personagem que parece fisicamente conosco ou que tem os mesmos trejeitos ou nome -- um de cada vez. Mas poucos podem afirmar categoricamente que têm um personagem que se identifique tanto. Por sorte, ou azar, eu posso.
Quem já assistiu Californication viu como funciona o mundo do Hank: sexo, bebida, sexo, amor, sexo, família, sexo, palavrão, sexo, sexo, sexo. Tirando tanto sexo -- reduza a quantidade de palavras a um nível aceitável --, sou o Hank em pessoa.
Tenho o mesmo vício em bebida que ele, se bem que nosso amigo escritor de um livro só prefere os Whiskys, enquanto eu fico na Vodka e na cerveja gelada. Esse mesmo vício o faz ser motivo de falatório entre amigos e família, mas, assim como eu, ele não dá a mínima e enche a cara. Afinal, é bom vai.
Temos o mesmo pendor pro sarcasmo e pro palavrão, sem contar que temos o mesmo tipo de trabalho -- no meu caso hobby -- que é escrever. Enquanto Moody tem apenas um livro publicado, eu tenho apenas um livro em desenvolvimento. Gosto do livro e tenho ciúmes dele, assim como Moody ficou puto com o lançamento do filme baseado em seu livro. Some também o fato de sermos escritores que não escrevem, já que, no que eu vi da série até agora, ele não escreveu uma página de um novo livro e nenhum artigo no blog dele, enquanto eu estou parado desde que comecei um curso de administração. Ah, mais uma: ambos temos blogs onde falamos o que der na telha sem nos preocupar com quem vá ler nem a quem vá ofender.
Moody tem uma ex-esposa na qual ele idealiza a mulher perfeita. Foi um marido ruim, perdeu e agora quer ter de novo. Um amor impossível, pois ela vai se casar com um cara que ele considera um babaca. No meu caso, nunca fui casado, mas tenho uma mulher que idolatro como a mulher perfeita, mas que não vou ter porque acho que ela está apaixonada por outro cara -- que não acho um babaca, pois ele é meu amigo também. Terei vontade de matá-lo nos três primeiros anos que eles estiverem juntos, mas depois vou conseguir apertar a mão dele.
Hank tenta agarrar sua ex-esposa, pois gosta do simples fato de estar ao lado dela, de poder tocá-la. Bom... Eu não agarro, pois acho meio falta de respeito, mas adoro segurar as mãos dela. Sou meio pegajoso, eu acho. Sabe bicho-preguiça que vem de mansinho e quando você vê já está te abraçando? It's me!
No caso de família temos uma diferença de idade, eu não tenho filhos (que eu saiba não) e definitivamente eu não sou do tipo anti-social com a família. Nela nos damos muito bem. Um longe do outro, pra não morder, mas é um amor só. Então ao invés de família, vamos colocar a amizade. Hank tem amigos que o compreendem sabendo que atrás daquela fachada dura e cheia de palavrões ele é um cara legal, embora nem ele mesmo saiba às vezes. Eu também tenho meu jeito peculiar de ser e somente as pessoas que convivem comigo sabem como sou: maluco e bêbado, mas legal.
Agora sabem um pouco de como eu sou, do que eu gosto (que tenha teor alcoólico superior a 4,7%) e o que faço (ou deveria, pois um escritor tem que escrever). Se gostarem de mim, bem vindos a minha vida , peguem um copo, sirvam-se e bebam junto comigo a esse mundo de merda, se não gostarem Fuck You, Prick!!!
Quem já assistiu Californication viu como funciona o mundo do Hank: sexo, bebida, sexo, amor, sexo, família, sexo, palavrão, sexo, sexo, sexo. Tirando tanto sexo -- reduza a quantidade de palavras a um nível aceitável --, sou o Hank em pessoa.
Tenho o mesmo vício em bebida que ele, se bem que nosso amigo escritor de um livro só prefere os Whiskys, enquanto eu fico na Vodka e na cerveja gelada. Esse mesmo vício o faz ser motivo de falatório entre amigos e família, mas, assim como eu, ele não dá a mínima e enche a cara. Afinal, é bom vai.
Temos o mesmo pendor pro sarcasmo e pro palavrão, sem contar que temos o mesmo tipo de trabalho -- no meu caso hobby -- que é escrever. Enquanto Moody tem apenas um livro publicado, eu tenho apenas um livro em desenvolvimento. Gosto do livro e tenho ciúmes dele, assim como Moody ficou puto com o lançamento do filme baseado em seu livro. Some também o fato de sermos escritores que não escrevem, já que, no que eu vi da série até agora, ele não escreveu uma página de um novo livro e nenhum artigo no blog dele, enquanto eu estou parado desde que comecei um curso de administração. Ah, mais uma: ambos temos blogs onde falamos o que der na telha sem nos preocupar com quem vá ler nem a quem vá ofender.
Moody tem uma ex-esposa na qual ele idealiza a mulher perfeita. Foi um marido ruim, perdeu e agora quer ter de novo. Um amor impossível, pois ela vai se casar com um cara que ele considera um babaca. No meu caso, nunca fui casado, mas tenho uma mulher que idolatro como a mulher perfeita, mas que não vou ter porque acho que ela está apaixonada por outro cara -- que não acho um babaca, pois ele é meu amigo também. Terei vontade de matá-lo nos três primeiros anos que eles estiverem juntos, mas depois vou conseguir apertar a mão dele.
Hank tenta agarrar sua ex-esposa, pois gosta do simples fato de estar ao lado dela, de poder tocá-la. Bom... Eu não agarro, pois acho meio falta de respeito, mas adoro segurar as mãos dela. Sou meio pegajoso, eu acho. Sabe bicho-preguiça que vem de mansinho e quando você vê já está te abraçando? It's me!
No caso de família temos uma diferença de idade, eu não tenho filhos (que eu saiba não) e definitivamente eu não sou do tipo anti-social com a família. Nela nos damos muito bem. Um longe do outro, pra não morder, mas é um amor só. Então ao invés de família, vamos colocar a amizade. Hank tem amigos que o compreendem sabendo que atrás daquela fachada dura e cheia de palavrões ele é um cara legal, embora nem ele mesmo saiba às vezes. Eu também tenho meu jeito peculiar de ser e somente as pessoas que convivem comigo sabem como sou: maluco e bêbado, mas legal.
Agora sabem um pouco de como eu sou, do que eu gosto (que tenha teor alcoólico superior a 4,7%) e o que faço (ou deveria, pois um escritor tem que escrever). Se gostarem de mim, bem vindos a minha vida , peguem um copo, sirvam-se e bebam junto comigo a esse mundo de merda, se não gostarem Fuck You, Prick!!!
Marcadores: eu
Acho que não sou só eu -- óbvio que não -- que já olhou pra fora da janela de um ônibus e pensou no quanto o mundo não faz sentido. Todos andando, correndo, bebendo, comendo e transando ( esse último não de fora da janela do ônibus, claro). Mas isso faz sentido em que? O mundo será sempre o mundo mesmo se nós ficarmos enfurnados em um quarto olhando para a tela da TV e vendo pela bilionésima vez A Lagoa Azul na Sessão da Tarde, ou se resolvermos que já não queremos trabalhar e virarmos eremitas na Chapada Diamantina.
Somos parte da sociedade, mas não somos ela como um todo. Ao mesmo tempo em que eu trabalho em um cargo super importante numa empresa e sou essencial, se eu sair logo arrumam outro, pois precisam de mim mas somente até encontrarem outro melhor ou eu sumir.
Não que eu reclame do sistema capitalista, pois na verdade sou capitalista e amo o dinheiro, mas é que me sinto realmente inútil em diversas horas.
Hoje mesmo eu estava passando pela Marginal ao som de Always do Bon Jovi (tá, eu gosto de Bon Jovi, algum problema?) e parei pra pensar no mundo. Pessoas não são mais que formigas: temos áreas de trabalho, técnicas específicas nessa área e o direito a fazer parte de um todo; mas somos substituídos ao menor sinal de falha ou de ociosidade. Não que as formigas sejam ociosas, mas eu sou.
Isso aqui não se trata de uma crítica a uma possível perda de emprego. Não trabalho, não tenho nada a perder. Mas trata-se de analisar a superficialidade do mundo. Você precisa do mundo, mas ele definitivamente não precisa de você. Roupas bonitas, carro novo, jóias... Isso não é pra você é para os outros. Não seja hipócrita ao ponto de dizer que se pudesse comprar uma Ferrari você a compraria porque é bonita e anda rápido. Em São Paulo mesmo você nem sairia da garagem com ela. Seria mais pra chamar seus vizinhos invejosos ou seus parentes xeretas e dizer: "-- Olha, eu tenho. Linda, não?". Todos cairiam o queixo e seu ego lhe subiria até o topo da cabeça. Mas, pense no imposto a pagar sobre esse carro. No aparato de segurança pra ele. Tudo lhe seria uma fortuna. Impressionar os amigos você faz uma vez, mas o imposto e a segurança são sempre. Seu momento de alegria logo se tornaria dor de cabeça. Faça o seguinte: compre um Gol. É últil, anda em qualquer terreno, gasta pouco e o imposto é barato. Pense em você, não nos outros.
Se ainda assim quiser a Ferrari eu lhe desejo boa sorte e um bom passeio e te peço uma carona quando estiver passando pela Marginal, pois eu estou lá naquele ônibus velho olhando pra essa grande e nojenta fazenda de formigas que chamamos de mundo. Mas não pense que sou do tipo aproveitador. Se estiver no Gol me dê a carona assim mesmo e curtiremos um bom congestionamento juntos ao som de Bon Jovi ou qualquer coisa do tipo que induza ao suicídio premente.
Have a Nice Day
Não que eu reclame do sistema capitalista, pois na verdade sou capitalista e amo o dinheiro, mas é que me sinto realmente inútil em diversas horas.
Hoje mesmo eu estava passando pela Marginal ao som de Always do Bon Jovi (tá, eu gosto de Bon Jovi, algum problema?) e parei pra pensar no mundo. Pessoas não são mais que formigas: temos áreas de trabalho, técnicas específicas nessa área e o direito a fazer parte de um todo; mas somos substituídos ao menor sinal de falha ou de ociosidade. Não que as formigas sejam ociosas, mas eu sou.
Isso aqui não se trata de uma crítica a uma possível perda de emprego. Não trabalho, não tenho nada a perder. Mas trata-se de analisar a superficialidade do mundo. Você precisa do mundo, mas ele definitivamente não precisa de você. Roupas bonitas, carro novo, jóias... Isso não é pra você é para os outros. Não seja hipócrita ao ponto de dizer que se pudesse comprar uma Ferrari você a compraria porque é bonita e anda rápido. Em São Paulo mesmo você nem sairia da garagem com ela. Seria mais pra chamar seus vizinhos invejosos ou seus parentes xeretas e dizer: "-- Olha, eu tenho. Linda, não?". Todos cairiam o queixo e seu ego lhe subiria até o topo da cabeça. Mas, pense no imposto a pagar sobre esse carro. No aparato de segurança pra ele. Tudo lhe seria uma fortuna. Impressionar os amigos você faz uma vez, mas o imposto e a segurança são sempre. Seu momento de alegria logo se tornaria dor de cabeça. Faça o seguinte: compre um Gol. É últil, anda em qualquer terreno, gasta pouco e o imposto é barato. Pense em você, não nos outros.
Se ainda assim quiser a Ferrari eu lhe desejo boa sorte e um bom passeio e te peço uma carona quando estiver passando pela Marginal, pois eu estou lá naquele ônibus velho olhando pra essa grande e nojenta fazenda de formigas que chamamos de mundo. Mas não pense que sou do tipo aproveitador. Se estiver no Gol me dê a carona assim mesmo e curtiremos um bom congestionamento juntos ao som de Bon Jovi ou qualquer coisa do tipo que induza ao suicídio premente.
Have a Nice Day
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