Lá ele está sentado, no alto da torre olhando o horizonte. Abaixo há a cidade, ou o que restou dela depois do que ele não sabe o que. Acabou de acordar e não sabe o que pode ter havido.
Em um minuto ele está com sua família durante um churrasco. Bebe demais e vai dormir no quarto, mas quando acorda a cidade está deserta, toda enferrujada e o ar está difícil de se respirar. Está tudo ressequido e não há nem ao menos nuvens no céu. O calor está beirando os quarenta graus e, pela tonalidade do céu, não devem ser nem mesmo nove da manhã.
Não há sons de animais, de pessoas, carros, e nem mesmo de vento. Ele se encontra no alto de uma torre de telefonia, mais de vinte metros de altura, mas não sente sequer uma brisa. É como se o ar estivesse parado e o sol causticante do meio-dia se aproximasse como o arauto do inferno para castigar os condenados -- ou "o" condenado nesse caso.
Ele realmente não entende sua situação. Como fora parar ali?, o que aconteceu?, e o que iria acontecer agora? Eram perguntas que ele desejaria possuir as respostas, mas essas dúvidas não o angustiavam. Ele estava sozinho em um lugar completamente envelhecido pelo tempo e no alto de uma torre sem nem saber como fora parar lá, mas mantinha a calma como em um jogo de xadrez.
Ele formulava teorias que beiravam desde ataque biológico à extinção da raça humana, mas todas elas acabavam nele, e os porquês deles estar ali sozinho e aparentemente imune ao que acontecera ao resto das pessoas.
Por volta das onze e meia o sol estava batendo em suas costas e fazendo-o ter tonturas. Ele pensou em descer da torre, mas não desceu nem dois metros e o calor irradiado da terra lá embaixo começou a engolfá-lo por baixo e deixá-lo nauseado. Ele voltou e ficou no mesmo lugar onde estava. Começou a ter alucinações. Ao horizonte ele via inúmeras pessoas acenando para ele e tentando lhe dizer algo, mas ele não conseguia escutar daquela distância. Elas lhe acenavam e apontavam para cima, mas ele não conseguia compreender o significado daqueles sinais.
Cansado, suando em bicas e com a pressão em queda pelo sol que já devia ter alcançado seus quarenta e tantos graus, ele dorme. Um sono pesado que o faz até mesmo esquecer de que estava queimando ao sol. Ao acordar, é início da noite, mas o calor está quase insuportável. Parece que a temperatura aumentou ao invés de diminuir. Ele olha para a lua e vê que ela tem um brilho intenso de cor laranja. O que quer que estivesse acontecendo, era grande. Grande o bastante para mudar a tonalidade da refração da luz solar na superfície da Lua.
Lá pela meia-noite o céu estava quase como na alvorada, de um tom azulado entre o claro e o escuro. O calor era tão forte que o ferro onde o homem se apoiava estava até morno. Ele não queria nem pensar em como seria o meio-dia do dia seguinte. Em um minuto ele está com sua família durante um churrasco. Bebe demais e vai dormir no quarto, mas quando acorda a cidade está deserta, toda enferrujada e o ar está difícil de se respirar. Está tudo ressequido e não há nem ao menos nuvens no céu. O calor está beirando os quarenta graus e, pela tonalidade do céu, não devem ser nem mesmo nove da manhã.
Não há sons de animais, de pessoas, carros, e nem mesmo de vento. Ele se encontra no alto de uma torre de telefonia, mais de vinte metros de altura, mas não sente sequer uma brisa. É como se o ar estivesse parado e o sol causticante do meio-dia se aproximasse como o arauto do inferno para castigar os condenados -- ou "o" condenado nesse caso.
Ele realmente não entende sua situação. Como fora parar ali?, o que aconteceu?, e o que iria acontecer agora? Eram perguntas que ele desejaria possuir as respostas, mas essas dúvidas não o angustiavam. Ele estava sozinho em um lugar completamente envelhecido pelo tempo e no alto de uma torre sem nem saber como fora parar lá, mas mantinha a calma como em um jogo de xadrez.
Ele formulava teorias que beiravam desde ataque biológico à extinção da raça humana, mas todas elas acabavam nele, e os porquês deles estar ali sozinho e aparentemente imune ao que acontecera ao resto das pessoas.
Por volta das onze e meia o sol estava batendo em suas costas e fazendo-o ter tonturas. Ele pensou em descer da torre, mas não desceu nem dois metros e o calor irradiado da terra lá embaixo começou a engolfá-lo por baixo e deixá-lo nauseado. Ele voltou e ficou no mesmo lugar onde estava. Começou a ter alucinações. Ao horizonte ele via inúmeras pessoas acenando para ele e tentando lhe dizer algo, mas ele não conseguia escutar daquela distância. Elas lhe acenavam e apontavam para cima, mas ele não conseguia compreender o significado daqueles sinais.
Cansado, suando em bicas e com a pressão em queda pelo sol que já devia ter alcançado seus quarenta e tantos graus, ele dorme. Um sono pesado que o faz até mesmo esquecer de que estava queimando ao sol. Ao acordar, é início da noite, mas o calor está quase insuportável. Parece que a temperatura aumentou ao invés de diminuir. Ele olha para a lua e vê que ela tem um brilho intenso de cor laranja. O que quer que estivesse acontecendo, era grande. Grande o bastante para mudar a tonalidade da refração da luz solar na superfície da Lua.
No relógio do homem agora marcavam seis da manhã, mas era uma cor nunca antes vista na Terra a que se apresentava no céu agora. Eram um amarelo doente e intenso, que ia de norte a sul, mas que era mais forte perto do lugar onde, em minutos, o sol nasceria. Quando o sol apareceu o homem quase ficou cego. Sua circunferência havia aumentado substancialmente e sua cor agora era amarela e não branca, mas seu brilho com certeza era imensamente maior que antes.
Mas havia alguma coisa errada. O homem não podia ver, pois se olhasse queimaria suas retinas, mas a superfície do Sol não era uniforme. Ele tinha pequenos pontos de tons amarelos mais intensos, outros mais avermelhados e as duas manchas solares eram visíveis claramente. Do nada, a estrela deixou de ser circular e virou um meio oval e brilhou intensamente.
O homem foi feito em milhares, a terra virou poeira junto aos outros planetas mais próximos, como Mercúrio, Vênus e Marte; Júpiter sofreu uma mudança em sua órbita e o Sistema Solar brilhou com a explosão do Sol.
A jovem estrela entrou em colapso, mandando uma carga radioativa para a Terra em 29 de maio de 2045. A morte dos seres humanos ocorreu quase três horas depois e a do resto da vida na Terra cerca de uma hora após isso. A corrente do atlântico parou por causa de um forte campo magnético gerado pelo sol, e, por causa disso, o ar deixou de circular inexplicavelmente.
Mas, o mais inexplicável de tudo, é que de todos os modos não havia como alguém sobreviver a todas essas catástrofes anteriores e ter presenciado o final derradeiro da Terra, mas esse homem conseguiu. Não se sabe como, nem porque, mas ele viu os últimos momentos da Terra e a morte de uma estrela bem de perto.
Devemos chamá-lo de sortudo, por ter presenciado o que alguns cineastas dariam a mão e o pé para ver? Ou o chamaríamos de sem sorte, por não ter podido morrer quase que instantâneamente junto aos demais seres da Terra? Não sei responder, mas sei que ele conseguiu presenciar o último nascer do sol na Terra e a isso vale à pena morrer.
Mas havia alguma coisa errada. O homem não podia ver, pois se olhasse queimaria suas retinas, mas a superfície do Sol não era uniforme. Ele tinha pequenos pontos de tons amarelos mais intensos, outros mais avermelhados e as duas manchas solares eram visíveis claramente. Do nada, a estrela deixou de ser circular e virou um meio oval e brilhou intensamente.
O homem foi feito em milhares, a terra virou poeira junto aos outros planetas mais próximos, como Mercúrio, Vênus e Marte; Júpiter sofreu uma mudança em sua órbita e o Sistema Solar brilhou com a explosão do Sol.
A jovem estrela entrou em colapso, mandando uma carga radioativa para a Terra em 29 de maio de 2045. A morte dos seres humanos ocorreu quase três horas depois e a do resto da vida na Terra cerca de uma hora após isso. A corrente do atlântico parou por causa de um forte campo magnético gerado pelo sol, e, por causa disso, o ar deixou de circular inexplicavelmente.
Mas, o mais inexplicável de tudo, é que de todos os modos não havia como alguém sobreviver a todas essas catástrofes anteriores e ter presenciado o final derradeiro da Terra, mas esse homem conseguiu. Não se sabe como, nem porque, mas ele viu os últimos momentos da Terra e a morte de uma estrela bem de perto.
Devemos chamá-lo de sortudo, por ter presenciado o que alguns cineastas dariam a mão e o pé para ver? Ou o chamaríamos de sem sorte, por não ter podido morrer quase que instantâneamente junto aos demais seres da Terra? Não sei responder, mas sei que ele conseguiu presenciar o último nascer do sol na Terra e a isso vale à pena morrer.
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Oowww..!
Sem palavras..MAs Cris o que é isso meeww? Suas Criticas eram mais legais. Está muito da hoara e talz.bem escrito e tudo, mas muito deprê mew..para com isso feraa!
*---*
'Rum!..Já te disse o que acho disso neh?! ^^
Flws.
Abraços..
kkkkkkkkk
Isso não é tão deprê quanto possa parecer. É só uma forma de analisar a morte sob vários pontos de vista. Isso pode ser bem legal. Ainda vou fazer a do suicida.
Tá, eu sei que novamente estou saindo das críticas, mas é que adoro escrever isso. ^^
Abraços cara.