Catástrofes


Olá caros leitores, estou de volta depois de um recesso em uma viagem ótima que me rendeu boas caminhadas, um bronze legal, um ânimo no humor e algumas coisinhas a mais que quando eu montar meu blog de pornografia eu conto.
Durante todos os dias que estive lá em Minas Gerais, não choveu um só dia. Ou, melhor dizendo, até deu uma pancada, que só serviu pra deixar o clima fresco por duas horas, depois o sol voltou a estalar.
Quando se sentava no sofá (leia se esparramar) e ligar a TV só se viam duas coisas: a Serena de Alma Gêmea (casa cheia de mulheres e só eu de homem... mas a Fantin até compensa) e as chuvas que castigavam o estado de São Paulo. Pessoal, como vocês aguentaram? Eu gosto de chuva. Admito que em certos momentos eu até prefiro ela que o sol; as pessoas tendem a ficar mais quietas em dias chuvosos e eu gosto de silêncio. Em dias de chuva -- chuva forte -- não há moleques no meu portão jogando bola, não há carros com funk estacionados e nem Banda Dejavú, que virou uma espécie de hino no meu bairro. Sem contar que dormir com chuva é o que há, concordam? Ou era.
Hoje as pessoas não sabem se vão dormir em uma rua e acordar na rua de baixo, com meia tonelada de barro em cima da cabeça e uma placa dizendo "de mudança para o céu".
A chuva ficou meio que descontrolada, e como ninguém tem coragem de falar eu falo: São Pedro, larga de ser mão de vaca e chama logo o encanador. Você vai ter que fazer uma prospecção nessa parede se quiser resolver o problema, ou vai levar uma prospecção do seu chefe. Traduzindo: ele vai comer seu rabo quando souber que você teve "comendo rosquinhas" enquanto a água estava caindo aqui no sudeste brasileiro (São Paulo e Rio). Isso dá justa causa, seu idiota.
Outro caso que me pegou de surpresa também foi o Haiti. Qual é, já não bastava a fome e problemas políticos por lá? Pra que um terremoto? Pior, por qual razão absurdamente idiota um dos maiores terremotos dos últimos duzentos anos tinha que ser em um país tão pobre?
Terremotos são uma sacanagem do caramba. Você tá lá jogando golfe e vem um cara e mexe na sua bolinha (ambíguo, né??!!), isso é uma atitude legal? (depende da bolinha) Claro que não, o cara estragou sua jogada. Mas, e se, ao invés de mexerem na sua bolinha, alguém chacoalhasse todo o campo? Sua bolinha sairia do lugar e você cairia de bunda no chão. Uma atitude putamente legal da parte de quem faz. Literalmente é como puxar o tapete. E fazer isso em um país onde a moeda não tá comprando nem chiclete, um câmbio mais louco que o chapeleiro, uma crise sem precedentes na política (Haiti, não Brasil) e uma população que precisa de ajuda para se manter diariamente? Claro... deve ter sido uma piada e tanto.
Mas o clima da postagem era pra ser alegre e surreal e não essa enumeração de coisas tristes, então vou lhes dizer quem é o culpado disso. Já tem gente aí torcendo o nariz achando que vou falar que é Deus. Não, não poderia ser Deus. Ele está de férias nas Bahamas, em uma praia que ele criou só pra ele e com um clone da Tessália pra fazer alguns "trabalhos". Não, Deus não faria uma coisa dessas. Na verdade, ninguém em sã consciência faria algo assim, mas alguém fora de si faria. O culpado? O culpado é São Pedro que, não só deixou a torneira aberta por aqui, como ficou dando o rabo pra alguém e apoiou a cadeira na fenda que corta Porto Príncipe. O atrito de um mastro contra sua cavidade anal, e as perturbações sísmicas que isso provocou mexeu a falha. Em outras palavras... nem precisa, vocês entenderam.
Quando Deus voltar ele dá um jeito. Pedro vai ficar um ano sentado no obelisco do Ibirapuera, São Paulo vai ter sol initerrupto por sessenta dias e o Haiti, bom, quando eles voltarem a ficar de pé, Deus vai se pronunciar pedindo desculpas, vai se comprometer a não haver terremotos no Haiti por duzentos anos e dizer que a cura do câncer está na batata Ruffles.
Tá, sonhar ainda não paga imposto...

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