Amor e(é) Ódio

Como podemos definir que gostamos ou odiamos uma pessoa? Bom, pelas ações dela, obviamente. Mas e quando as ações dela são absurdamente normais e rotineiras tempos atrás, mas que agora te causam uma sensação de clara provocação ou tédio mortal; por não entender como alguém pode ser assim tão chato e ao mesmo tempo tão interessante?
Ao invés de o cumprimentar com um lindo e amável boa dia ela só lhe diz "Oi!", ou às vezes (por sono demais ou ressaca) apenas um "Hum!", que pode significar tanto 'bom dia' quando 'vai tomar no meio do seu cu'. O sarcasmo dela e às vezes sua ironia -- aquela que o cérebro absurdamente mau desenvolvido consegue formular -- que por acaso você tem, lhe incomoda como um câncer, mas você pensa que aquela criatura a qual você viu crescer (nem tanto quando se tem apenas dois anos a mais que ela), que você viu chorar (quando várias das vezes que ela chorava você era a razão) e das vezes que ela ria (geralmente quando era você quem estava chorando nessa hora); que essa criatura morbidamente primitiva passa a te incomodar com o simples fato de trazer o namorado pra casa (namorado esse que seria uma completa infecção se não torcesse pelo mesmo time que você), ou de sentar no computador pra conversar com a mesma criatura todas as noites.
Você tem vontade de matá-la todos os dias, mas mataria por ela a qualquer dia (de preferência o namorado... esse seria morto de forma especial e com muita dor e sangue jorrando). Você quer vê-la triste e chorando, mais por um gosto pessoal por tudo o que ela já o fez (o fato de nascer já seria suficiente, mas tem bem mais), mas ao mesmo tempo a quer feliz -- de preferência morando o mais distante possível de você e que perca seu número de celular, mas que mantenha seu endereço de e-mail para trocar xingamentos; sim, é uma coisa linda ela te chamando de viado e você à chamando de cadela cheia de vermes.
Essa postagem é dedicada ao caso mais sério que já tive em minha vida: a vaca...oops, quero dizer, minha irmã Giselle, vulgarmente conhecida por Gi, que em chinês deve significar "criatura anormal que foi jogada pelo caminhão dos Correios por ser refugo na Suécia". Eu simplesmente odeio essa vaca e a queria bem longe de mim, pois como filho único eu teria sido um garoto bem mais feliz e menos psicótico; mas adoro essa porrinha também, e sei que muito do que eu sou devo a ela. Minhas crises na madrugada (como essa) jamais existiriam sem que ela tivesse nascido. Mas, sem problemas, o nascimento é apenas uma das fases da vida. (menino mau mode on) > Ela nasceu e me atrapalhou, então podemos ver se na outra ponta da corda da vida ela me ajuda... ou será que fico pior sem ela. Caraca, pior que eu sou...? difícil. Por isso continuo aguentando, pois ela me vale como uma perna inflamada e que dói horrores, mas prefiro saber que ainda tenho uma perna pra doer.
Beijo mula, vai pela sombra -- bosta no sol fede.

Comments:

There are 6 comentários for Amor e(é) Ódio

_