Acho que não sou só eu -- óbvio que não -- que já olhou pra fora da janela de um ônibus e pensou no quanto o mundo não faz sentido. Todos andando, correndo, bebendo, comendo e transando ( esse último não de fora da janela do ônibus, claro). Mas isso faz sentido em que? O mundo será sempre o mundo mesmo se nós ficarmos enfurnados em um quarto olhando para a tela da TV e vendo pela bilionésima vez A Lagoa Azul na Sessão da Tarde, ou se resolvermos que já não queremos trabalhar e virarmos eremitas na Chapada Diamantina.
Somos parte da sociedade, mas não somos ela como um todo. Ao mesmo tempo em que eu trabalho em um cargo super importante numa empresa e sou essencial, se eu sair logo arrumam outro, pois precisam de mim mas somente até encontrarem outro melhor ou eu sumir.
Não que eu reclame do sistema capitalista, pois na verdade sou capitalista e amo o dinheiro, mas é que me sinto realmente inútil em diversas horas.
Hoje mesmo eu estava passando pela Marginal ao som de Always do Bon Jovi (tá, eu gosto de Bon Jovi, algum problema?) e parei pra pensar no mundo. Pessoas não são mais que formigas: temos áreas de trabalho, técnicas específicas nessa área e o direito a fazer parte de um todo; mas somos substituídos ao menor sinal de falha ou de ociosidade. Não que as formigas sejam ociosas, mas eu sou.
Isso aqui não se trata de uma crítica a uma possível perda de emprego. Não trabalho, não tenho nada a perder. Mas trata-se de analisar a superficialidade do mundo. Você precisa do mundo, mas ele definitivamente não precisa de você. Roupas bonitas, carro novo, jóias... Isso não é pra você é para os outros. Não seja hipócrita ao ponto de dizer que se pudesse comprar uma Ferrari você a compraria porque é bonita e anda rápido. Em São Paulo mesmo você nem sairia da garagem com ela. Seria mais pra chamar seus vizinhos invejosos ou seus parentes xeretas e dizer: "-- Olha, eu tenho. Linda, não?". Todos cairiam o queixo e seu ego lhe subiria até o topo da cabeça. Mas, pense no imposto a pagar sobre esse carro. No aparato de segurança pra ele. Tudo lhe seria uma fortuna. Impressionar os amigos você faz uma vez, mas o imposto e a segurança são sempre. Seu momento de alegria logo se tornaria dor de cabeça. Faça o seguinte: compre um Gol. É últil, anda em qualquer terreno, gasta pouco e o imposto é barato. Pense em você, não nos outros.
Se ainda assim quiser a Ferrari eu lhe desejo boa sorte e um bom passeio e te peço uma carona quando estiver passando pela Marginal, pois eu estou lá naquele ônibus velho olhando pra essa grande e nojenta fazenda de formigas que chamamos de mundo. Mas não pense que sou do tipo aproveitador. Se estiver no Gol me dê a carona assim mesmo e curtiremos um bom congestionamento juntos ao som de Bon Jovi ou qualquer coisa do tipo que induza ao suicídio premente.
Have a Nice Day
Não que eu reclame do sistema capitalista, pois na verdade sou capitalista e amo o dinheiro, mas é que me sinto realmente inútil em diversas horas.
Hoje mesmo eu estava passando pela Marginal ao som de Always do Bon Jovi (tá, eu gosto de Bon Jovi, algum problema?) e parei pra pensar no mundo. Pessoas não são mais que formigas: temos áreas de trabalho, técnicas específicas nessa área e o direito a fazer parte de um todo; mas somos substituídos ao menor sinal de falha ou de ociosidade. Não que as formigas sejam ociosas, mas eu sou.
Isso aqui não se trata de uma crítica a uma possível perda de emprego. Não trabalho, não tenho nada a perder. Mas trata-se de analisar a superficialidade do mundo. Você precisa do mundo, mas ele definitivamente não precisa de você. Roupas bonitas, carro novo, jóias... Isso não é pra você é para os outros. Não seja hipócrita ao ponto de dizer que se pudesse comprar uma Ferrari você a compraria porque é bonita e anda rápido. Em São Paulo mesmo você nem sairia da garagem com ela. Seria mais pra chamar seus vizinhos invejosos ou seus parentes xeretas e dizer: "-- Olha, eu tenho. Linda, não?". Todos cairiam o queixo e seu ego lhe subiria até o topo da cabeça. Mas, pense no imposto a pagar sobre esse carro. No aparato de segurança pra ele. Tudo lhe seria uma fortuna. Impressionar os amigos você faz uma vez, mas o imposto e a segurança são sempre. Seu momento de alegria logo se tornaria dor de cabeça. Faça o seguinte: compre um Gol. É últil, anda em qualquer terreno, gasta pouco e o imposto é barato. Pense em você, não nos outros.
Se ainda assim quiser a Ferrari eu lhe desejo boa sorte e um bom passeio e te peço uma carona quando estiver passando pela Marginal, pois eu estou lá naquele ônibus velho olhando pra essa grande e nojenta fazenda de formigas que chamamos de mundo. Mas não pense que sou do tipo aproveitador. Se estiver no Gol me dê a carona assim mesmo e curtiremos um bom congestionamento juntos ao som de Bon Jovi ou qualquer coisa do tipo que induza ao suicídio premente.
Have a Nice Day
Marcadores: vida
Comments:
There are 2 comentários for De olho em um mundo sem sentido
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Uau! \o/
Comprarei um Palio, serve a carona? Ah e ouviremos Laura Pausini na Marginal, se quiser ainda assim...
xD~
Tenho que almoçar, depois comento mais =D'
Beijooo!
Claro que serve, Fran. É bom que é mais bonito.
Escutaremos Bellisimo Cosi até cansar (adoro essa música, sua culpa ^^)ou La Soledad -- se bem que aí sim a gente se suicida. Trânsito com La Soledad é sinal de ventilação nos pulsos.
Beijo, Fran. Até mais.