Eu gosto de música, e você?


Uma das coisas mais interessantes que o ser humano já inventou foi a música, vocês não acham? Acalma, nos deixa em um estado totalmente relaxados. Não é mesmo? Vocês passam por isso? Que bom, pois eu não.
Hoje, em frente a minha casa parou um carro. Vou ficar devendo qual o modelo do carro, mas sei que era de pobre. Como sei? Ora, pela música. Estava eu curtindo um doce episódio de Supernatural com meus pais (é eles assistem, são bem descolados), mas fomos interrompidos pela seguinte frase digna de Kant: "-- Eu puxo o seu cabelo, faço o que você gosta, dou tapa na bundinha, vou de frente vou de costas[...]" Me senti nas nuvens, óbvio.
Creio que todos temos o direito de escutar o que queremos na hora que queremos, sem nem mesmo pedir permissão. Claro, o ouvido é meu e faço o que quero. Mas, pense, eu tenho meu ouvido que gosto de regar ao som de Bon Jovi (sim, Bon Jovi...), Mr. Big, Van Halen e afins. Se o cara gosta de ouvir merda, enfie a porra do fone no ouvido e se mata de tanto ouvir isso, caralho. Simples, não?
Mas meu bairro (na verdade eu diria que fui privilegiado, é só minha rua), nunca foi um local muito humano. Há crianças tão estranhas que jogam bola o dia todo. Aí você me pergunta "--Qual o mal disso?" e eu te respondo: nenhum, se elas tivessem um objetivo pelo menos. Elas não brincam de pelada, ou gol a gol como na minha época -- acho que nem é pra tanto, crianças normais ainda jogam assim --, elas simplesmente miram em um ponto e chutam. Isso mesmo, elas passam o dia todo chutando a bola em uma parede. Parece um jogo de doentes mentais, fazendo ações repetitivas o dia todo. Elas gritam quando a bola acerta onde querem e gritam ainda mais quando ela não acerta. Todas fazem isso, será que só eu vejo que isso é loucura?
Voltando a música...
O som não ficou somente naquela não, depois veio uma que fez meus cabelos da nuca se arrepiarem. Vejam um pedaço: "-- A fiel diz ele é meu, a amante diz ele é nosso. Não sou de ninguém, eu 'tô na pista pra negócio [...]" Gente... homem brigar por mulher é a coisa mais antiga do mundo. Está no nosso sangue, mas as mulheres são por natureza belas e com mais classe que nós homens, tanto que eu acho toda mulher mais inteligente que qualquer homem, por que só pra começar ela sabe a diferença entre querer e poder. Mas as mulheres dessa música são duas leoas brigando por um pedaço de carne de terceira. Sim, terceira, pois um homem que diz isso de si próprio é um pedaço de carne. Não sou puritano (eu puritano...) dizendo que devemos agir como Amish; devemos ser safados, mas com o mínimo de decência.
Bom... após a grande performance musical com essas duas pérolas brasileiras, meus pais retiraram o Supernatural e foram fazer suas tarefas do dia (domingo, única tarefa é deitar). Assim que tiramos o DVD o carro saiu. Ahhhhhh, que pena, eu estava começando a rebolar...

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